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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

De coronéis a soldados, a primeira lista de PMs indiciados por paralisação

Relação de 155 nomes está publicada no Diário Oficial desta terça-feira (14)
Está publicada no Diário Oficial desta terça-feira (14) a primeira lista de militares indiciados por participarem da paralisação da PM. A relação possui 155 nomes, seis a menos que o anunciado pelo Estado um dia antes. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), devem ser submetidos a procedimentos administrativos na PM 703 pessoas.
A primeira lista está dividida em três grupos. Os policiais com menos de 10 anos de trabalho vão sofrer o chamado Procedimento Administrativo Disciplinar Rito Ordinário (PAD RO). Já os que estão na corporação há mais de uma década vão ser submetido ao Conselho de Disciplina. Além disso, serão submetidos a Inquérito Policial Militar os tenentes-coronéis Alexandre Quintino Moreira e Carlos Alberto Foresti, além do major Fabrício Dutra Correa e o capitão da reserva Lucinio Castelo de Assumção. 
Veja a relação de policiais abaixo
Os procedimentos têm prazo inicial de 30 dias para serem concluídos. Período em que vão ser avaliadas as provas apresentadas pela corporação. Ao final desse prazo, alguns militares podem perder a farda.
Todos são investigados por envolvimento no aquartelamento que teve início no último dia 3, quando as famílias começaram a ocupar os acessos aos batalhões e unidades da PM, impedindo a saída das viaturas. Com isso, a violência tomou conta das ruas das cidades capixabas, o que resultou em 145 homicídios até a tarde de ontem.
 
Acordo
Para sair da porta dos batalhões e unidades da PM, as famílias apresentaram nesta segunda-feira (13) uma nova propostas de acordo. Se aceita, elas liberariam os acessos à zero hora de hoje. Pediram anistia completa para os policiais, incluindo a não realização de procedimentos administrativos e até de IPMs.
Elas abrem mão do reajuste salarial, mas pedem um crescimento salarial nas carreiras e a inclusão das escalas especiais nos salários, o que, de certa forma, implica em aumento salarial. E pediram ainda melhorias nas condições de trabalho.
A proposta foi recusada pela Comissão de Negociação do governo do Estado. O argumento foi de que duas tentativas de acordo já foram feitas e de que a proposta não pode ser viabilizada.
A comissão destaca que ela teria impactos financeiros e implicaria em problemas ao Estado em decorrência da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Entenda as negociações
Acordo
Sexta-feira
O governo do Estado assinou acordo com as associações que representam policiais militares, na última sexta-feira. E excluiu da negociação as mulheres dos PMs
Punições
Pela ata assinada, os bombeiros e policiais militares não iriam sofrer punições administrativas disciplinares
Reajuste e promoção
O documento não citava reajuste salarial para a categoria. Mas previa apresentação de cronograma de promoções previstas em lei
Carga horária
O acordo também estipula criação de uma comissão para avaliar a carga horária de trabalho dos policiais
Participação
Do governo, participaram da reunião os secretários Eugênio Ricas, de Controle e Transparência; Júlio Pompeu, de Direitos Humanos, Paulo Roberto Ferreira, da Fazenda; e José Carlos da Fonseca Júnior, da Casa Civil
Novas propostas
Reajuste e melhorias
As esposas dos policiais apresentaram nova proposta ao governo do Estado ontem. Elas abrem mão do reajuste salarial. Mas mantiveram o pedido por melhorias das condições de trabalho. A nova proposta foi recusada
Agentes penitenciários em estado de greve
Em assembleia realizada na tarde desta segunda-feira (13), os inspetores penitenciários decidiram aprovar um “estado de greve”. Se em dez dias as propostas que vão ser entregues ao governo não forem atendidas, eles paralisam suas atividades.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Inspetores Penitenciários, Sóstenes de Araújo, uma das principais reivindicações da categoria é a reposição salarial. “Tivemos uma perda de salário. Até 2014 era paga hora extra a todos os inspetores, que foi suspensa. E não temos o pagamento de escala extra, o que estamos pedindo, agora”, relatou.
A categoria quer reajuste referente aos três últimos anos que deixaram de receber, o que totaliza cerca de 47%. E que precisa ser acrescido, explica Araújo, da recomposição das perdas salariais do período, já que os reajustes concedidos até agora sempre foram abaixo da inflação. “Vamos seguir a mesma proposta da Polícia Civil, dando um prazo para o governo se manifestar sobre as nossas propostas”, acrescentou.
O Estado possui cerca de 3 mil inspetores penitenciários que atuam em 35 presídios capixabas.
Policiais civis são promovidos pelo governo
Em meio à cobrança por aumento salarial feita por profissionais da área de segurança, o governo estadual promoveu 31 policiais civis. Os atos foram publicados no Diário Oficial na última nesta sexta-feira.
Porém, o Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil destaca que essas melhorias não têm relação com o movimento dos policiais civis que ameaçam parar se o governo não atender às reivindicações e nem com a paralisação da Polícia Militar.
O presidente da entidade, Junior Fialho, explica que as promoções são referentes ao ciclo de 2015. “Antes desse movimento da PM e do nosso, havíamos feito uma negociação com o governo. No mês passado, cerca de 270 policiais foram promovidos. Mas percebemos erros no cálculo e entramos com um recurso que foi acatado. Com isso, mais 31 pessoas foram incluídas na lista”, afirmou.

terça-feira, 25 de março de 2014

Mulher é atingida por bala perdida no Hospital das Clínicas


Quem viu a cena disse que houve correria e tumulto na área do hospital

Uma mulher foi atingida por uma bala perdida no ombro quando aguardava uma consulta no Hospital das Clínicas (Hucam), em Vitória, na manhã desta terça-feira (25).

Outras pessoas que aguardavam a consulta perto dos consultórios do setor de oftalmologia relataram que a bala pegou de raspão no ombro da vítima. Após atingir a mulher, o projétil caiu no chão.
 
De acordo com a assessoria da Polícia Militar, uma viatura da PM foi enviada ao local e identificou um tiroteio na região. De acordo com os policiais no local, o estilhaço de bala, que atingiu a mulher de raspão, seria proveniente deste tiroteio. Os agentes continuam no local investigando a troca de tiros.
 
Já a assessoria do hospital informou que não houve gravidade no ferimento, a mulher foi atendida no local e já foi liberada.
 
Foto: Leandro Nossa 
Mulher foi atingida por bala perdida no ombro quando aguardava consulta no Hospital das Clínicas
Greve afeta serviços do Hospital das Clínicas
 
No Campus de Goiabeiras, Biblioteca Central e outros setores também não funcionam Trabalhadores técnico-administrativos da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) aderindo à paralisação nacional nesta segunda, e vários setores dos campi são afetados.

Segundo o Comando Local de Greve, no Hospital das Clínicas os setores de marcação de consultas ambulatoriais de clínica geral, pediatria geral, ginecologia entre outros procedimentos estão suspensos durante a greve.

“Estamos esperando pela rodada de negociação com o governo, que ainda não foi marcada. Já são mais de 35 universidades em greve no país”, afirma a representante do Comando Local de Greve, Janine Teixeira.

No campus de Goiabeiras, as atividades estão paralisadas na Biblioteca Central, secretarias de departamento, Prograd, Restaurante Universitário (RU), entre outros.

Os funcionários reivindicam a revogação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e a redução da jornada da categoria para 30 horas semanais, entre outras melhorias.
Fonte: www.portalguandu.com.br