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sábado, 21 de dezembro de 2013

Conceitos diversificados de idolatria e suas passagens bilbicas

Idolatria segundo o dicionário Michaelis,
i.do.la.tri.a sf (lat idolatria)
1 Adoração de ídolos. 2 Ato de prestar culto divino a criaturas. 3 Amor cego, paixão exagerada.
Neste caso, vamos ao livro de ÊXODO CAP. 20:3-5, NÃO TERÁS OUTROS DEUSES DIANTE DE MIM, NÃO FARÁS PARA TI IMAGEM ESCULPIDA DE NADA QUE SE ASSEMELHE AO QUE EXISTE LÁ EM CIMA, NOS CÉUS, OU EMBAIXO NA TERRA, OU NAS ÁGUAS QUE ESTÃO DEBAIXO DA TERRA. NÃO TE PROSTARÁS DIANTE DESSES DEUSES E NÃO OS SERVIRÁS….
O texto a seguir foi elaborado por Leandro Quadros – Instrutor Biblico e Conselheiro espiritual da Escola Biblica da Novo Tempo.

“… Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto.” Mateus 4:10.
A veneração também é idolatria, pois outra pessoa está ocupando um lugar que pertence única e exclusivamente a Deus.
Prova disto encontramos no fato de o apóstolo Pedro, considerado pela igreja Católica como sendo o “primeiro papa”, não ter aceitado que Cornélio ficasse de joelhos perante ele: “Aconteceu que, indo Pedro a entrar, lhe saiu Cornélio ao encontro e, prostrando-se-lhe aos pés, o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Ergue-te, que eu também sou homem.” Atos 10:25-26. Nem mesmo um anjo permitiu que o apóstolo João ficasse de joelhos em sua presença: “Eu, João, sou quem ouviu e viu estas coisas. E, quando as ouvi e vi, prostrei-me ante os pés do anjo que me mostrou essas coisas, para adorá-lo. Então, ele me disse: Vê, não faças isso; eu sou conservo teu, dos teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.” Apocalipse 22:8-9.
Se de acordo com o apóstolo Pedro e aquele anjo que apareceu a João não se deve ajoelhar-se perante qualquer criatura, imagine fazê-lo perante uma imagem!
Alguns escritorores não aceitam a definição de que venerar é também adorar, mas terão de pelo menos acatar com a idéia de que venerar significa reverenciar. Sendo que no Novo Testamento as palavras “adorou” e “adorá-lo” (em Atos 10:26 e também em Apocalipse 22:8 e 9) provêm da palavra grega proskunew (proskuneo) que significa “ajoelhar-se ou prostrar-se, prestar homenagem ou reverência a alguém, seja para expressar respeito ou para suplicar” (Léxico Grego de Strong), a tese católica de que se pode “reverenciar” um santo cai por terra. Daqui não há como fugir: ou aceitamos o que a Bíblia diz de acordo com o original ou rejeitamos a doutrina católica. Prefiro ficar com a Palavra de Deus, pois Jesus disse que “… em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.” Mateus 15:9.
Textos distorcidos
Vejamos o verdadeiro significado de alguns dos textos mal utilizados:
Mateus 10:40: “Quem vos recebe a mim me recebe; e quem me recebe aquele que me enviou.”
Usar este texto a fim de dizer que Cristo estava apoiando o culto prestado aos santos é fazer uso de um processo desonesto conhecido como “eisegese” (o contrário de exegese), caracterizado por colocar-se idéias alheias em um texto.
Jesus está falando aos discípulos, pessoas reais e não imagens, pregadores do evangelho, que qualquer pessoa que os recebesse bem estaria recepcionando-o também. Os versos 41 e 42 não deixam dúvidas quanto isto. A idéia de que outros seriam beneficiados se “recebessem imagens” dos santos nem passa pela cabeça do Salvador.
Êxodo 25:18-20 e Números 21: 8 e 9: “Farás dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório; um querubim, na extremidade de uma parte, e o outro, na extremidade da outra parte; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório; estarão eles de faces voltadas uma para a outra, olhando para o propiciatório”. “Disse o SENHOR a Moisés: Faze uma serpente abrasadora, põe-na sobre uma haste, e será que todo mordido que a mirar viverá. Fez Moisés uma serpente de bronze e a pôs sobre uma haste; sendo alguém mordido por alguma serpente, se olhava para a de bronze, sarava.”
Estes versos (entre outros) não estão nos incentivando a transgredir o segundo mandamento da lei de Deus, que é imutável (Mateus 5:17, 18; Isaías 40:8; Romanos 3:31; Hebreus 13:8 diz que Jesus não muda.). Deus orientou que fossem feitas imagens de anjos para ensinar ao povo verdades a respeito de Seu plano de salvação através do ritual do santuário. Estas imagens, contendo os anjos com o rosto voltado para a arca, simbolizavam a “reverência dos anjos para com Deus e Sua lei”; já sua presença (das imagens) no santuário representava a “ação e interesse dos anjos no plano de salvação” (ver Hebreus 1:14). Não esquecer que em Hebreus 1:8-14 Deus manda-nos adorar a Jesus, e não aos anjos. Eles são criaturas e não devem ser cultuados. Só Deus (Mateus 4:10). Portanto, estas imagens não eram para ser adoradas, mas para ensinar ao povo verdades espirituais. Apesar de Deus não ser contra a arte, onde na Bíblia é orientado que devemos adorar ou reverenciar estas esculturas?
A serpente de bronze também não foi feita para ser adorada ou reverenciada. A própria Escritura explica o significado daquele acontecimento: “E do modo porque Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o filho do homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna”. João 3:14 e 15.
Percebemos que não foi intuito de Deus que os israelitas adorassem a imagem, mas sim que olhassem para ela para serem curados do veneno das serpentes que os atacaram. (Nisto está implícito o exercer fé no que Deus diz). Olhar era uma evidência de fé no Deus que havia ordenado ela ser erguida no deserto para a cura do seu povo. Por que? Pelo motivo de que “olhar” para a serpente de bronze simbolizava “olhar para Cristo”. Da mesma forma que povo de Israel foi salvo por ter olhado para a serpente de bronze levantada no deserto, nós seremos salvos se olharmos para Jesus Cristo erguido na cruz do Calvário.
A Bíblia proíbe que adoremos (ou veneremos) qualquer tipo de imagem “humana” ou “divina”: “Guardai, pois, cuidadosamente, a vossa alma, pois aparência nenhuma vistes no dia em que o SENHOR, vosso Deus, vos falou em Horebe, no meio do fogo; para que não vos corrompais e vos façais alguma imagem esculpida na forma de ídolo, semelhança de homem ou de mulher, semelhança de algum animal que há na terra, semelhança de algum volátil que voa pelos céus, semelhança de algum animal que rasteja sobre a terra, semelhança de algum peixe que há nas águas debaixo da terra.” Deuteronômio 4:15-18.
Mais claro impossível: não devemos fazer imagens para adorar ou venerar que tenham semelhança de homens, animais ou de Deus. Para que? De acordo com o verso 16, para que não nos corrompamos.
Diz o Senhor: “Eu sou o Senhor, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, ás imagens de escultura” Isaías 42:8. Ele não admite ser comparado a uma imagem de escultura, pois Sua glória é infinita. É uma blasfêmia comparar a Deus com uma estátua, que não fala nem vê: “Com quem comparareis a Deus? Ou que coisa semelhante confrontareis com Ele?” Isaías 40:18.
Continua: “Envergonhar-se-ão e serão confundidos todos eles; cairão, á uma, em ignomínia, os que fabricam ídolos”. Isaías 45:16. Por que serão envergonhados? Paulo responde: “… porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança de imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso, Deus entregou tais homens á imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito para todo sempre. Amém”. Que objetividade! Paulo condena a idolatria e os homens que “mudam a glória incorruptível de Deus pela glória corruptível dos homens”!
Certamente este ensino de Paulo não se aplica apenas aos Romanos, pois ainda hoje muitos estão “adorando e servindo a criatura em lugar do Criador”.
Na Volta de Jesus os ídolos serão destruídos (Isaías 2:18) e os idólatras meterão seus ídolos nas fendas das montanhas pelo pavor da glória do Senhor (Isaías 2:17-21) porque irão reconhecer que foi vã a adoração deles (Leia Isaías 44:18-20; Salmo 115; 135:15-18; Jeremias 10:6-16). Aconselho aos amigos que não menosprezem a advertência de Apocalipse 22:15, pois Deus os ama muito: “Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira.” Apocalipse 22:15.
Esperamos que Deus continue sendo o centro de sua vida e sua adoração.
Fonte: www.biblia.com.br

PODE UM HOMEM DIVORCIADO SER PASTOR?



Não! 10 motivos o impedem!

1. Ele não é exemplo dos fiéis.

Em 1 Tm 4:12, Paulo exorta ao pastor Timóteo para que seja "...o exemplo dos fiéis..." O homem que está no segundo, e em até alguns casos, terceiro ou mais casamentos, não pode ser exemplo dos fiéis, por não ser esta a vontade de Deus para o seu povo: Ele odeia o divórcio (Mal 2:16). Os jovens de tal igreja estariam automaticamente, levantando a possibilidade de o seus futuros casamentos, se não derem certo "como o do pastor", o divórcio seria uma opção e ainda Deus os estaria ainda abençoando após algumas "tribulações..." Desastroso exemplo seria também para os que entrarão ou já estão no ministério pastoral. O cristianismo verdadeiro não segue o lema de "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço". Paulo disse "sede meus imitadores como eu sou de Cristo"( 1Cor 3:15). O ministério pastoral não é para qualquer um, mas para os que tem condições morais de dar exemplo ( Heb. 13:7).

2. Ele não é irrepreensível.

Em 1 Tm 3:2 temos as qualificações para o pastor: " Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível..." A palavra traduzida por irrepreensível usada no texto acima é no grego "anepleptos". Ela aparece 3 vezes no Novo Testamento, a saber: 1 Tim 3:2, 5:7 e 6:14. O significado é sempre o de alguém de quem não se pode falar nada contra, sem mancha, sem culpa inacusável. Independente ser ou não o causador do divórcio ( se é que existe tal condição ), o homem que passou por esta experiência não se encaixa nas exigências bíblicas e será usado pelo Diabo para escandalizar e envergonhar o evangelho. Existe "pastor" que se casou em rebeldia contra os conselhos dos pais, de amigos e até de seus pastores atraindo as maldições do Senhor. Tal flagrante violação da vontade de Deus, tornou tal crente o único responsável pela falência do seu próprio casamento, desqualificando-o de uma vez por todas, para o exercício do pastorado.

3. Ele não é marido de uma mulher.

"Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher... " (1Tim 3:2). A expressão "marido de uma mulher" significa muito mais do que o leitor superficial possa imaginar. O ensino é que a mulher com quem o bispo é casado, é a sua primeira e única! Não tem nada a ver com a condenação de relacionamentos simultâneos, o que seria adultério. A condenação da poligamia seria um absurdo tão redundante e flagrante que Paulo não precisaria se referir para uma pessoa especial como o bispo. O que está em jogo é a conduta ilibada e irrepreensível do pastor no seu relacionamento singular com a sua primeira esposa. Veja o verso afim em 1 Tim 5:9. "...e só a que tenha sido mulher de um só marido." É óbvio que a viúva a que Paulo se refere, só poderia receber auxílio da igreja se tivesse vivido com um só homem. Por estar ele morto não haveria outro. Esta é a mesma construção gramatical que se refere a situação do pastor, apenas invertendo-se os substantivos. A ênfase em 1 Tim 3:1 sobre a vida conjugal do pastor é tão flagrante, que a mesma palavra que é usada para expressar a unicidade da mulher da sua vida, é usada também em todas as vezes no Novo Testamento para expressar que marido e mulher se tornam uma só carne. O homem que se divorcia e se casa com outra mulher não reverte o se tornar uma só carne com a primeira, portanto ele não é mais marido de uma só mulher nem na singularidade nem na ordem numeral. Se voltasse para a primeira mulher cessaria o adultério, mas a desqualificação está selada para sempre.

4. Ele não tem autoridade para exortar nem aconselhar.

Certo pastor, que estava no segundo casamento, teve a audácia de, ao pregar numa determinada igreja, mencionar a sua indignação ao se deparar com colegas que estavam no segundo casamento...Tal falta de honestidade e coerência nos faz lembrar a advertência do Mestre que disse "Ou como dirás ao teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho; estando uma trave no teu" ( Mat 7:5 ). O divorciado não pode pregar numa igreja como pastor, muito menos aconselhar os casais crentes sobre família, porque a sua não é mais exemplo. Se tentar aconselhar estará sendo hipócrita, se não aconselhar estará sendo omisso com o ministério mutilado. Não tem jeito, o cristianismo não funciona segundo palavras vazias, mas com exemplo de vida. Mesmo que o homem não tenha se casado novamente, a situação de separação da primeira esposa já o desqualifica para o pastorado.

5. Ele contradiz a própria palavra que prega por exercer, em rebeldia, uma posição para a qual Deus não o permitiu nem o chamou.

Quando o pastor sobe ao púlpito para pregar, ele não pode expressar as suas opiniões. Ele tem que entregar uma mensagem que não é a sua. Ele tem que pregar a Palavra de Deus em obediência a Cristo. Se o pregador está em rebeldia no seu viver, ele está desqualificado para pregar. Suas palavras são vazias e sem unção. Não importa o que a igreja pense, o tamanho da congregação, ou quantas conversões acontecem: o seu líder nessas condições está sem a bênção do Senhor, não importando os "sinais externos": os resultados não autenticam a fonte (1Cor 3:13-15).

6. Ele seria um desastre espiritual a médio e longo prazo para a igreja imatura que o aceitar.

Não se pode colocar o pecado em compartimentos. Quando ele entra na igreja sob a forma de omissão e rebeldia contra a palavra de Deus, qual fermento se espalha para vários outros setores. Com o pecado não se brinca. A tendência do homem é o pecado, principalmente na área de família e sexo. Na igreja isto também se verifica. Se a liderança não tem os padrões de Deus, a degeneração dos crentes é certa. Os líderes cristãos não podem ser egoístas, buscando seus interesses a curto prazo nem status de liderança para encobrir pecados pessoais. Se os padrões são decadentes, pode esperar que os crentes que se desenvolveram dentro do ambiente de tolerância com o pecado serão cada vez mais decadentes, frios e finalmente apóstatas. Veja as advertências do Senhor às 7 igrejas do Apocalipse. A igreja local muito menos ordem de pastores não têm autoridade para aceitar um pastor divorciado. Eles estariam em rebeldia contra a palavra de Deus, independente do número de votos que homologou a aceitação. Os crentes sérios que porventura pertençam a tal igreja deveriam imediatamente se retirar dela, recusando submeter-se a um líder desqualificado e não aprovado por Deus. O voto da maioria nesse caso não opera a vontade de Deus (Ex.23:2).

7. Ele desonra o gesto nobre de ex-pastores que abandonaram o ministério por fracassarem no casamento.

Há diversos casos de pastores que, apesar de terem o chamado de Deus para o ministério, tiveram a dignidade e a nobreza de abandoná-lo após se desqualificarem devido ao divórcio, separação ou conduta. Quando alguém insiste em permanecer no ministério nessas condições está desonrando a Deus e a esses homens dignos que entenderam que não era mais a vontade de Deus a sua liderança sobre o Seu povo. Quando alguém assim permanece no ministério, na verdade está se julgando muito importante e indispensável para o trabalho de Deus (Luc. 17:10).

8. Ele destruiu o modelo de compromisso eterno e indissolúvel entre Cristo e a igreja.

O relacionamento eterno entre Cristo e os salvos, é comparado com o do marido e esposa cujo compromisso não é para ser quebrado (Ef. 5:22-33).

9. Ele não pode celebrar nenhum casamento.

Até que a morte os separe (Rom. 7:2-4, 1Cor 7:39) ? Como pode um pastor proferir os votos conjugais para um casal de noivos , se ele mesmo não cumpriu na sua vida?

10. Ele está contribuindo para a degeneração dos padrões familiares das gerações seguintes.

Se pastores, tendo suas famílias dentro dos padrões bíblicos, já sofrem com a desintegração de várias famílias da membrezia, imagine se do púlpito vem o péssimo exemplo do fracasso conjugal. Nesse caso os fundamentos da família estão abalados para as gerações seguintes (Sal. 11:3).

Conclusão

O divórcio é uma ameaça para a família cristã. As sua conseqüências são devastadoras para a família. Por esse motivo "...o Senhor Deus de Israel diz que aborrece o repúdio..." (Mal 2:16). O homem que foi chamado para anunciar a palavra de Deus como pastor não pode ser divorciado, muito menos casado pela segunda vez. Se alguém está nessa triste situação deve ter a humildade suficiente de abandonar o ministério urgentemente para não causar mais prejuízos ao testemunho do evangelho e procurar exercer os seus dons fora da liderança da igreja, pois o seu chamado acabou tão logo tenha ocorrido a desqualificação. Para os crentes que desfrutam a bênção de ter o seu casamento dentro da vontade de Deus, fica o alerta para, humildemente, reconhecer a graça do Senhor (1Cor. 10:12) e buscar em fervente oração, forças e discernimento para combater as armadilhas do maligno para a destruição da família.

Fonte: The Baptist Link

Erwin Lutzer em seu livro: "De pastor para pastor" (Ed. Vida), comenta que "a sexualidade é parte tão íntima de nossa vida, que não podemos falhar sem sentir culpa e vergonha. No adultério, há também os lembretes constantes das consequências do pecado na vida de outras pessoas. Além do mais, o matrimônio é o espelho do relacionamento de Cristo com a igreja. Quando um pastor quebra a aliança do casamento, devemos crer que perdeu seu direito ao púlpito.

O pecado sexual geralmente se faz acompanhar de outros. Ao cometer adultério, uma pessoa quebra pelo menos outros cinco mandamentos. Coloca o desejo pessoal acima de Deus, rouba, cobiça, dá falso testemunho e quebra o mandamento explícito: "Não adulterarás".

Em razão da vergonha decorrente do pecado sexual, há a forte tendência de cometer pecados para encobri-lo. Se alguém tivesse dito ao rei Davi que embebederia um homem e depois o mataria, ele não acreditaria. O pecado sexual, porém, o tornou mentiroso, ladrão e assassino."

Um pastor que cai em adultério pode e deve ser restaurado no Corpo de Cristo, mas não no ministério.

Qualificações dos Presbíteros: Governa bem a própria casa

e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito 1 Tm 3:4

Introdução

Muitos acham que essa qualificação deveria vir junto com "criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito". Resolvi tratar separadamente por dois motivos. Primeiro, esta referência a governar a própria casa só aparece aqui em Timóteo e não está presente em Tito. Em segundo lugar, como disse MacArthur o "governar" envolve "tudo que está ligado ao seu lar, não apenas sua esposa e filhos".

Grego

• Em 1 Timóteo ιδιου οικου καλωζ προισταμενον - idiou oikou kalos proistamenon



Strongs - idios - que me pertence, próprio, peculiar a si mesmo; proistemi - estar sobre, superintender, presidir sobre, ser um protetor ou guardião, cuidar, dar atenção a; oikos - casa, família, lar

Rienecker e Rogers - idios - próprio; proistamenon - dominar, governar, administrar

Outras versões

Outras traduções do mesmo termo em português:
Almeida Revista e Atualizada (ARA)governe bem a própria casa
Nova Versão Internacional(NVI)deve governar bem sua própria família
Almeida Revista e Corrigida(ARC)governe bem a sua própria casa
Nova Tradução na Linguagem de Hoje(NTLH)Deve ser um bom chefe da sua própria família
Tradução Brasileira(TB)que saiba governar bem a sua casa

Comentários

• Broadman – (-)
• D. A. Carson Então, nos versículos quatro e cinco, lemos que o presbítero / pastor / bispo tem que ser alguém "que governe bem a própria casa." O versículo cinco nos chama a atenção para a parábola dos talentos conforme contada em Mateus 25:14-30 - se você não é capaz de fazer algo na arena menor, como pode esperar fazê-lo na arena maior? Esse princípio confere uma dignidade impressionante à família cristã. Nem todos os homens são elegíveis para serem presbíteros na igreja, mas a maioria é elegível para ser presbítero na sua casa. Dentro dessa esfera as responsabilidades deles são semelhantes. Eu gostaria de ver presbíteros na igreja conduzindo a adoração familiar, ensinando às crianças os caminhos de Deus, refletindo padrões de modelo e disciplina, já que é isso que demonstra a qualificação deles para papéis semelhantes na igreja. Falando espiritualmente, a pior família cristã é aquela com altas pretensões espirituais e baixa performance; e a melhor é aquela com baixas pretensões e alto desempenho.
• Jamieson, Fausset e Brown filhos e servos, como contrastado com "a igreja"(casa) de Deus (1 Ti 3:5,15), a qual ele pode ser chamado a presidir.
• João Calvino – Conseqüentemente é evidente, que Paulo não exige que um bispo seja alheio à vida humana, mas que ele seja um bom e louvável senhor de sua casa; porque, seja qual for a admiração comumente atribuída ao celibato e a uma vida filosófica completamente removido dos costumes comuns, ainda assim homens sábios e reflexivos estão convencidos por experiência que aqueles que não são ignorantes da vida comum, mas experientes nos deveres dos relacionamentos humanos, são melhor treinados e adaptados para governar a Igreja. E, portanto, nós deveríamos observar a razão que é acrescentada (1 Timóteo 3:5) que se ele que não sabe como reger a família dele, não estará qualificado para governar a Igreja. Ora, este é o caso com muitas pessoas, e realmente com quase todos que tem sido trazidos para fora de uma vida inativa e solitária, como para fora de grutas e cavernas; porque eles são um tipo de selvagens e destituídos de humanidade.
• John Gill A família dele: esposa, filhos e servos; e não deve ser entendido como o corpo dele, como dizendo que deve mantê-lo sob controle, e preservá-lo puro e temperante, por causa do que é dito a seguir.
• John MacArthur A vida no lar do presbítero, assim como a sua vida pessoal, deve ser exemplar. Ele precisa ser alguém que "governa" (preside, tem autoridade sobre) "sua própria casa" (tudo que está ligado ao seu lar, não apenas sua esposa e filhos) "bem" (intrinsicamente bem; com excelência). Questões ligadas a divórcio devem ser relacionadas com este assunto. Um homem divorciado não dá evidência de um lar bem administrado; pelo contrário, o divórcio demonstra fraqueza na sua liderança espiritual. Se houve um divórcio permitido biblicamente, deve ser tão distante no passado de forma que tenha sido superado por um longo padrão de sólida liderança familiar e a criação de filhos piedosos (v.4; Tt 1:6).
• Matthew Henry que ele possa definir um bom exemplo para outros líderes de famílias fazerem assim também, e que ele possa dar uma prova da habilidade dele em cuidar da igreja de Deus. Pois, se um homem não sabe governar sua própria casa, como cuidará da igreja de Deus. Vejam, as famílias dos ministros deveriam ser exemplos de bondade para todas as outras famílias.
• New American Commentary –O verbo para "administrar" carrega a idéia de governar, conduzir e dar direção à família. A mesma palavra grega aparece em 1 Ts 5:12 ("vos presidem no Senhor") e 1 Tim 5:17 ("presidem") e também no v. 5 ("governar"). O termo exige um exercício efetivo de autoridade sustentado por um caráter de integridade e compaixão sensível. Seu uso no v. 5 com o verbo "cuidar" define a qualidade da liderança como mais relacionada a demonstrar misericórdia do que oferecer ultimatos.
• William MacDonald (-)

Conclusão

Fica claro que a condução da família é um teste em algo menor que confirma ou não a habilidade para assumir algo maior. A família do presbítero deve ser uma família exemplar, como nos lembra MacArthur. Calvino enfatiza o quanto é interessante que o homem seja casado e tenha filhos para criar para que possa aprender a lidar com seres humanos. Se ele o faz bem na família, tem grande chance de fazê-lo na igreja. Como disse D.A. Carson "Eu gostaria de ver presbíteros na igreja conduzindo a adoração familiar, ensinando às crianças os caminhos de Deus, refletindo padrões de modelo e disciplina, já que é isso que demonstra a qualificação deles para papéis semelhantes na igreja". Quantos estão vivendo isso realmente? Somente estes são aptos a serem presbíteros.

Como MacArthur frisou, homens divorciados ficam em uma situação difícil aqui. E os solteiros também, porque não tem como fazer esse teste. O homem casado que se desincumbe bem da função de líder da sua família é um bom candidato a ser um presbítero.