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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Espancamento: prima relata versão sobre morte de José Teodoro ‘Caninana’

Eliene Ribeiro de Paula escreveu uma carta ao SiteBarra, relatando detalhes da morte de seu primo, José de Abreu, 52 anos, mais conhecido por ‘Caninana’, no dia 19 de junho de 2014. Caninana residia na Rua Gama, bairro Campo Novo, em Barra de São Francisco. Eliene ainda mostra o laudo que diz a causa da morte de ‘Caninana’.
Veja o que diz a carta escrita por Eliene Ribeiro de Paula:
SiteBarra+Barra+de+Sao+Francisco+Foto0595_0010“Eu Eliene Ribeiro de Paula, prima do falecido  José Teodoro da Silva procurei o SiteBarra pra mostrar a verdadeira versão da morte de José Teodoro, que tudo que falaram até agora é mentira até a reportagem xula que um site publicou. Eu sendo prima dele já não vendo (caninana)  há vários dias sabendo que ele era alcoólico e que sua amásia Cristina trancava a casa e deixava ele sozinho, pra mim isso é carcere privado.
Acionei o polícia militar para que me ajudasse a tirar ele dali pra levar pro hospital e lá tentar encaminhar para uma clínica para se tratar, e chegando lá juntamente com a polícia chamamos pela frente da casa que estava toda com as luzes apagadas e ninguém atendeu, até que a vizinha nos gritou que tinha como entrar pelos fundos da casa dela e arrombamos a porta com a presença da polícia, e chegando lá encontrei meu primo em uma situação lastimável vivendo em condições sub-humana, agonizando deitado em cima do próprio vômito e Cristina do lado dele tentando esconder as marcas de agressão que eram várias, ela falou que é porque ele caiu, mais não é verdade porque ele já estava bem debilitado e nem mais saia de casa, a polícia acionou ambulância, mas resolvemos levar na viatura, ele não foi achado morto e sim agonizando, morreu a caminho do hospital no meu colo, até que saiu o primeiro laudo, que a causa da morte falada pelo próprio legista Mauricio Lawrence Freitas, foi espancamento levando a traumatismo”.
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quinta-feira, 19 de junho de 2014

José Teodoro ‘Caninana’ é encontrado morto em Barra de São Francisco

José Teodoro da Silva, 52 anos, conhecido popularmente como Caninana’, foi encontrado morto no início da noite desta quinta-feira, 19 de junho de 2014.
Caninana foi encontrado por volta das 18h25min, em sua residência, na Rua Gama – bairro Campo Novo, em Barra de São Francisco. Ele
De acordo com a polícia, a amásia de José Teodoro, Cristina Amorim de Jesus Santos, 42 anos, foi conduzida para a delegacia de polícia civil, onde será ouvida pelo delegado Dr. Rodrigo da Silveira, que investiga o caso.
Cristina estava na cama com Caninana no momento em que a polícia entrou na residência. Quando a polícia chegou ao local e chamou pelo nome de Cristina, ninguém respondeu. Foi necessário ajuda de vizinhos para que a polícia conseguisse entrar na residência.
Cristina ainda tentou impedir a polícia militar de chegar perto da vítima, bloqueando a porta do quarto com o corpo, mas os policiais invadiram para tentar socorrer Caninana.
Uma testemunha informou que Caninana estava roncando, como se estivesse tendo uma convulsão. Ele estava com o rosto no vômito quando a polícia chegou ao local.
Foi informado por testemunhas que Cristina e Caninana ingeriam bebida alcoólica. Segundo amigos, Caninana já havia se entregado ao vício da bebida, mesmo com aviso de médicos que se ele não deixasse a bebida morreria.
Segundo o delegado Dr. Rodrigo da Silveira, ele não irá trabalhar com base em boatos e sim na realidade dos fatos, para que não haja injustiça.
Fonte: www.sitebarra.com.br

Vítimas das chuvas que castigaram o Espírito Santo continuam sem apoio e convivem com destruição

Reportagem percorreu três cidades castigadas pelos temporais que mataram 24 pessoas

Foto: Edson Chagas
Adenilson Ribeiro, no córrego Dois Irmãos, que transbordou com as fortes chuvas de dezembro de 2013 e levou na correnteza a casa de seu Julio Cesar Ribeiro que morreu no desabamento - Especial Chuvas
Ainda sem acreditar, o jovem mostra o Córrego Dois Irmãos, no alto de uma serra em Baixo Guandu. Na véspera do Natal de 2013, o filete de água alcançou três metros de altura e matou quatro de seus familiares. Os corpos de dois deles nunca foram encontrados. “Ainda procuro ao menos os ossos”, desabafa Adenilson Ribeiro, 22 anos.

Seis meses após a tragédia, pouco mudou na vida de Adenilson e de outras vítimas das chuvas que atingiram o Estado, no final do ano passado. Uma enchente que afetou 54 municípios, expulsou mais de 60 mil de casa e matou 24 pessoas.

Os sobreviventes, além da perda de familiares e dos traumas, enfrentam graves dificuldades financeiras. Vivem de aluguel social, as roupas e o que possuem em casa são doações, sofrem com problemas de saúde ou não conseguiram enterrar seus mortos. “Ainda ouço a voz do meu irmão na mata. Era um homem bom, não merecia isso”, diz Adenilson sobre Julio Cesar Cleto, 19, um produtor rural. Além dele está desaparecido o corpo de seu sobrinho, Daniel Cleto, de 3 anos.

Solidariedade

A mãe e a esposa de Júlio, Aparecida, 43, e Tatiana, 15, também morreram soterradas. Foram os vizinhos de uma comunidade próxima, Ibituba, que ajudaram a resgatá-las. Como ficaram isolados pelas chuvas, foi a comunidade que limpou e arrumou os corpos. “Foi um marceneiro daqui que fez o caixão”, conta Glória Oliveira, moradora de Ibituba.
 
Na hora da tragédia todos dormiam na casa, que ficava às margens de uma encosta. Por volta das 2 horas, a água do córrego, misturada a entulhos e pedras, soterrou a residência, arrastando o que sobrou, incluindo as vítimas, por dezenas de metros. A destruição foi tão grande que sobraram poucos vestígios no local: os restos de um tanquinho e vigas.

Adenilson mora hoje na casa de uma tia e toma conta do cafezal de cinco alqueires que agora lhe pertence. Mas anda desanimado. “Tenho que construir uma nova casa, mas a vontade é de ir embora. Dói muito”, relata. 

Queríamos fazer um simulado de alerta de enchentes, mas tivemos que adiar. A população ainda está traumatizada

Darly Dettmann, Prefeito de Itaguaçu

 
O Córrego Dois Irmãos onde ele vive faz parte de uma das quatro comunidades rurais de Baixo Guandu, onde moram aproximadamente 8 mil pessoas. Localizadas em regiões de serra, ficam a mais de uma hora da sede do município. Durante a enchente, alimentos, roupas e remédios só chegavam de helicóptero.

O acesso a esses locais, que já era precário, está ainda pior. Há barreiras ameaçando desabar, estradas perigosas, rios assoreados. Em Baixo Guandu, 40 pontes foram destruídas. Há ainda comunidades, como Alto Mutum Preto, que correm o risco de desaparecer. Toda a vila foi construída embaixo de um barranco que ameaça desabar.

Foto: Edson Chagas
Ponte sobre o rio Guandu com galhos de árvores que podem represar a água em caso de chuvas fortes e elevado nível da correnteza - Especial Chuvas
Semelhanças


Uma situação que não é muito diferente da vizinha Itaguaçu, que enfrentou três enchentes nos últimos quatro anos. Na semana do Natal ficou completamente alagada, em alguns pontos a água chegou a um metro e meio. Até o prefeito da cidade, Darly Dettmann, foi desalojado.

Quando o nível da água abaixou, após cinco dias, estradas, dezenas de casas, escolas, unidades de saúde, prédios públicos e 20 pontes tinham sido destruídas. Com recursos próprios o município tenta reverter a situação, mas já não há dinheiro.



Na cidade onde vivem pouco mais de 14 mil habitantes, seis pessoas morreram. Três delas na zona rural e outras três na sede municipal, em Barro Preto.

Lá morava a família do casal Neusa Aparecida Borges, 44, e José Vitorino Venke, 41 anos. Com graves problemas de saúde eles sobreviveram ao soterramento que matou três de seus familiares: a mãe, Odília Marcelino Borges, 84; a nora Claudiana Nogueira Paixão, 21, grávida de oito meses; e o neto, João Pedro Paixão, de um ano e dois meses.

Minha irmã também foi desabrigada pela chuva mas se recusou a ficar conosco. Naquela madrugada nossa casa foi soterrada.

Neusa Borges, Vítima de Itaguaçu

 
Na madrugada da véspera de Natal, uma avalanche de terra soterrou a casa de dois andares. No local só sobrou a laje da garagem. Neusa e Vitorino foram resgatados gravemente feridos. “Estávamos dormindo e acordamos embaixo dos entulhos”, relatam. Ambos apresentam problemas na coluna. Ele não consegue mais trabalhar nem se aposentar, e ela tem dificuldades para falar e andar. Em meio a lágrimas, ela acrescenta: “Perdemos tudo, tudo”.

Foto: Edson Chagas
Neusa Aparecida Borges no local onde era sua casa, bairro Barro Preto, que foi levada por avalanche de terra provocada pelas fortes chuvas de dezembro de 2013 - Especial Chuvas
O casal recebe aluguel social e tenta se manter com a renda de um pequeno salão, no centro de Itaguaçu. Conta com a ajuda do filho, Danilo Borges Paixão, 27. Um jovem que não consegue expressar a perda da esposa grávida e do filho. “Já era calado, agora quase não fala”, conta Neusa, cujas lágrimas aumentam quando lembra do bebê que estava por nascer. “Era uma menininha”.

Sem recursos

Danilo e Claudiana moravam na zona rural, mas estavam na casa de Neusa a pedido médico. A jovem estava no oitavo mês de gravidez. No dia da tragédia, Danilo tinha ido conferir a situação da propriedade e assim escapou do soterramento. Tudo o que sobrou foi uma pequena bolsa com as roupinhas do bebê, encontrada pela Defesa Civil.

Na mesma rua onde a família morou por mais de 20 anos, outras três casas foram atingidas, sem vítimas. A região é considerada agora de risco iminente. Novos deslizamentos podem ocorrer se voltar a chover, mas não há perspectivas de que obras possam ser feitas na região por falta de recursos.

A prefeitura local já adquiriu um terreno para construir as casas para as famílias que foram desabrigadas, mas os recursos não chegaram. Algo que desespera Neusa e Vitorino. “Perdemos tudo. Não tenho como comprar uma casa”, diz Neusa.

Comércio

Foto: Edson Chagas
Romulo João Gatti, proprietário do supermercado Gurizão que ficou alagado com inundação do Rio Doce em dezembro de 2013 - Especial Chuvas
Nos dois municípios grandes perdas também foram registradas no comércio. Em Itaguaçu, o Supermercado Pagel ganhou destaque quando a população disputou os alimentos que estavam sendo descartados. “Aquilo foi por desespero. Nada poderia ser aproveitado”, relata o proprietário Celso Pagel. 

Ele se emociona quando anda pelo galpão de estoque. “Em 30 anos nunca ficou vazio como agora”, diz, relatando com exatidão o tempo de alagamento: “Foram cem horas”. Pagel estima seu prejuízo em mais de R$ 1,3 milhão.

Abrigo

Outro que se emociona quando lembra dos dias de enchente é o padre Paulo Bosi Dal’Bó. Ele abrigou mais de 1.200 pessoas em sua igreja, incluindo os primeiro bombeiros que chegaram à cidade, cujo barco virou e tudo perderam.

Relata que os primeiros gritos de socorro foram ouvidos na manhã do dia 21 de dezembro de 2013. Antes que a manhã terminasse a igreja já estava lotada. Naquela noite dormiram nos bancos e no chão, sem colchões ou lençóis. “Mas todos foram acolhidos”, destaca o padre, cuja igreja se transformou no centro de controle de operações para os militares estaduais, do Exército, da Força Nacional e de voluntários.

Para o padre, a tragédia deixou várias lições. Uma delas é de que a solidariedade ajudou a superar a tragédia. “As doações não deixaram que nada faltasse e o trabalho voluntário salvou vidas”. Também ensinou, destaca, que é preciso repensar a gestão das cidades. “Muitas construções, até de prédios públicos, estão sendo feitas às margens dos rios”, pondera, preocupado com o risco de novas enchentes.

Colatina: em meio a entulhos, moradores tentam recomeçar suas vidas
 
Foto: Edson Chagas
Claudio Roque, desabrigado do Bairro São Marcos onde deslizamento de terra em dezembro de 2013 derrubou casas matando várias pessoas - Especial Chuvas

Desde o dia em que ocorreu o desabamento que matou sete pessoas, no bairro São Marcos, em Colatina, nada mudou. Uma montanha de entulhos com os restos das casas, dos móveis e objetos pessoais das vítimas lembram um cenário de guerra e não permitem que os vizinhos e parentes se recuperarem da tragédia.

Elas estavam tão felizes com a nova pintura do quarto, as roupas e os sapatos novos. Nem puderam aproveitar...

Orleide Costa, Mãe de duas vítimas

 
E o pior: sem um trabalho de contenção no local há o risco iminente de novos desabamentos. Tanto que uma creche situada no alto do morro (muro verde na foto ao lado) foi desativada.

Uma situação que revolta Claudio Roque Almeida, cuja casa foi parcialmente atingida pelos destroços no dia em que comemoraria os 15 anos da filha. “Desde então vivo de aluguel social sem a perspectiva de quando esta situação vai mudar”, desabafa.

Tragédia

Logo em frente a casa dele morava Orleide Almeida Costa, 29, e suas três filhas. Ela e os tios, que viviam ao lado, estavam animados com o almoço que fariam no Natal. O ex-marido, William Gomes, visitava as filhas.

No dia anterior, 24, Orleide foi trabalhar bem cedo. Vestia o uniforme quando foi surpreendida com a visita do ex-marido. “Machucado e em desespero, pedia perdão por só ter salvado uma de nossas três filhas”, conta, em prantos. “Minha vida acabou naquele momento”, acrescenta.

Foto: Edson Chagas
Orleide Almeida Costa perdeu as filhas Karolayne e Ana Carolina no desabamento de sua casa levada por deslizamento de encosta no bairro São Marcos nas fortes chuvas de dezembro de 2013 - Especial Chuvas
De sua casa, nada sobrou. Os corpos de suas filhas – Karolayne, 7, e Ana Carolina, 9 –, foram resgatados três dias depois. Com elas morreram ainda seus tios, uma prima e dois vizinhos. Semanas depois sua avó, 69, não resistiu à dor das perdas e morreu. “É muito difícil. Só não enlouqueci porque ainda tenho dois filhos para criar”, diz Orleide.

Seu relato é feito em uma casa de três cômodos, onde vive com a filha Crislaine, 4, no bairro Airton Senna, afastado do centro de Colatina. No espaço mal iluminado e úmido pelas infiltrações da chuva estão as poucas coisas que recebeu de doação. “Quando chove a Crislaine entra em desespero”, conta a mãe enquanto acaricia a única foto das filhas falecidas, recuperada dos entulhos. No dia da tragédia seu filho Leandro, 2, estava com uma tia, com quem ainda mora.

Seu desespero aumentou na última semana, quando soube que um golpista está usando sua tragédia para vender rifas na cidade. “Não vendo rifas. Trabalho como merendeira”, diz, revoltada. Tudo o que ela deseja é uma casa para recomeçar a vida. “É um sonho”, desabafa.

Recomeço também é o sonho de muitos comerciantes de Colatina, cujas lojas foram completamente destruídas. Um delas é a Casa das Rações. Seu dono, Claudio Marcos Zaché, estima o prejuízo em R$ 1,6 milhão. “Reabrimos, mas é difícil recuperar o pique”, conta Claudio. Preocupado com o risco de novas enchentes, decidiu procurar outro espaço para abrigar seu estoque.

Recursos federais para a reconstrução das cidades e das casas não chegaram

A maior parte das 54 prefeituras que foram atingidas pelas fortes chuvas de dezembro do ano passado ainda não conseguiu dinheiro para reconstruir suas cidades. Além de pontes e estradas que precisam ser refeitas, a maior dificuldade é garantir uma nova moradia para as famílias que foram desabrigadas.
 

Em Baixo Guandu, por exemplo, a expectativa era receber R$ 42 milhões do governo federal. “Reduziram para R$ 1,4 milhão”, conta o prefeito Neto Barros. Com o dinheiro só poderá fazer quatro, das 42 pontes que foram destruídas.

Lá existem 37 famílias que vivem com aluguel social de R$ 475 mas os recursos para a construção das casas não chegaram. “Tivemos ajuda do Estado durante as enchentes e apoio com máquinas para recuperar estradas, mas ainda tem muito para ser feito”, diz Neto Barros, que investiu R$ 1,6 milhão de recursos próprios.

Semelhanças

Foto: Edson Chagas
Rio de Itaguaçu que transbordou e inundou a cidade com as chuvas de dezembro de 2013 - Especial Chuvas
A cidade vizinha, Itaguaçu, precisava de R$ 18 milhões, mas o governo federal decidiu mandar R$ 5,5 milhões. “Só vou poder fazer nove das 40 obras que eram necessárias”, relata o prefeito Darly Dettmann, que já investiu R$ 2 milhões de recursos na recuperação de sua cidade.

Lá além das estradas e prédios públicos reformados, 20 pontes foram destruídas. Cinquenta famílias foram desabrigadas e vivem de aluguel social no valor de R$ 350.

Colatina aguarda os recursos federais para fazer a contenção da encosta que desabou em São Marcos. “Recebemos a primeira parcela no valor de R$ 3 milhões”, relatou o prefeito Leonardo Deptulski. A cidade vai receber R$ 9,7 milhões dos R$ 38 milhões que pediu ao governo federal.

Deptulski já adiantou que só poderá fazer sete das 24 obras planejadas. Mas como já tinha em andamento, antes da enchente, um projeto “Minha Casa, Minha Vida”, terá condições de destinar pelo menos 80 moradias para moradores da cidade que ficaram desabrigados.

Em Colatina, 300 famílias estão sem casa e 256 vivem de aluguel social, de R$ 600. “Vamos tentar convênios para garantir a construção de outras casas”, diz o prefeito.

A preocupação dos prefeitos e que um novo período de chuvas fortes, no final do ano se aproxima e as cidades ainda não conseguiram se recuperar. 

Apoio do Estado

Ilustração sobre prejuízos causados pelas chuvas no EstadoO Estado assinala que investiu R$ 400 milhões de um total de R$ 540 milhões que havia prometido para a reconstrução. Parte destes recursos – R$ 87 milhões – foram aplicados na recuperação de rodovias e pontes.

Cerca de R$ 16 milhões foram para o cartão reconstrução destinado às famílias e quase R$ 13 milhões na construção de casas em cinco municípios. “Também investimos R$ 24 milhões em máquinas que ajudaram os municípios a recuperarem suas estradas”, destaca o secretário da Casa Civil, Tiago Hoffmann.

Ele reconhece que a maior dificuldade dos municípios decorre dos recursos federais que não chegaram. “Há cidades, como Vila Velha, que não vai receber nada”, relata. Para piorar a situação, acrescenta, estas mesmas cidades já tinham tido redução de receitas com o fim do Fundap.

Hoffmann garante que, dentro das possibilidades, o Estado vai tentar ajudar os municípios. “Não na velocidade que precisam, mas terão nosso apoio”, pontua.

Fonte: A Gazeta

sábado, 29 de março de 2014

Jovem morre em acidente com moto em Barra de São Francisco

SiteBarra+Barra+de+Sao+Francisco+IMG-20140329-WA00010O jovem, Francisco Júnior de Souza, 21 anos, morreu na na tarde deste sábado, 29 de março de 2014, vítima de um acidente com moto, próximo ao Bar do Mauro, no trecho da rodovia ES 080, entre Barra de São Francisco e Vila Paulista.
Segundo informações, o jovem quebrou o pescoço, como fratura exposta. Pessoas que passaram pelo local disseram que o jovem passou direto em uma curva, bateu em uma cerca e teve o pescoço cortado por um arame.
O corpo está no hospital Dra. Rita de Cássia, onde aguarda liberação. Júnior era morador de Vila Paulista, em Barra de São Francisco.
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Criança de 07 anos é abusada sexualmente pelo padrasto no interior de Barra de São Francisco


Um homem foi flagrado pela própria esposa na manhã desta quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014, mantendo relação sexual com sua enteada de apenas 07 anos de idade, o fato aconteceu em Vila Paulista, interior de Barra de São Francisco.
Segundo informações o homem identificado como José Galvani, pediu para que sua esposa fosse até um bar comprar cigarro para o mesmo, porém a mãe da criança ao notar um comportamento estranho na filha, retornou rapidamente e entrou bem silenciosa em sua residência, quando se deparou com seu amasio mantendo relações sexuais com a criança e em várias posições, a mãe da criança desesperada gritou com José Galvani, questionando se o mesmo estava ficando louco.
A Polícia foi acionada, mas ao chegar ao local o padrasto tarado já havia se evadido do local tomando rumo ignorado.
A criança e a mãe foram conduzidas para a Delegacia de Polícia de Barra de São Francisco, onde o delegado as encaminhou para Colatina, onde fará vários exames que comprovem o abuso.
O Delegado aguarda o resultado do exame para pedir em juízo a prisão do acusado que ainda não foi localizado.


Fonte: www.gazetadonorte.com

Temporal provoca morte de gêmeos em Barra de São Francisco

oto: Felipe Gabriel
Felipe Gabriel
Situação que ficou o distrito Vila Paulista, em Barra de São Francisco, após chuva na tarde de quarta-feira

Tiago e Felipe Venâncio, de 7 anos, foram levados por uma enxurrada no Distrito de Vila Paulista


Dois irmãos gêmeos, de apenas 7 anos de idade, morreram nesta quarta-feira (19) após terem sido levados por uma enxurrada no Distrito de Vila Paulista, em Barra de Francisco de São Francisco, Região Norte do Espírito Santo.

Os meninos Felipe e Tiago Rosa Venâncio brincavam próximo da casa onde moravam, em um morro, durante um temporal que começou às 16h30. Eles foram levados pela força da água, descendo por uma vala existente no morro.
Os garotos foram arrastados em direção ao Córrego do Caju. Segundo o assessor de imprensa da prefeitura, Edmilson Brum, o tio dos meninos, Paulo Nunes Roda da Silva, encontrou Felipe a cerca de 200 metros do ponto de onde os irmãos foram arrastados.

Moradores do distrito encontraram o outro menino, Tiago, em outro ponto não informado. As crianças foram levadas para o Hospital Dra. Rita de Cássia, mas morreram.
Filhos únicos

Felipe e Tiago, segundo Edmilson Brum, eram os únicos filhos de Sônia Rosa da Silva.

Brum negou uma informação que chegou a ser divulgada na internet, segundo a qual, antes do temporal, os meninos teriam sido deixados na estrada por um ônibus escolar.
Foto: Foto do leitor
  Foto do leitor
Chegada dos corpos ao pronto-socorro atraiu curiosos
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Foto: Mazinho do hospital
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O prefeito Luciano Pereira estava em Vitória, ontem, e lembrou que a cidade, em dezembro de 2013, sofreu cinco enchentes. Ontem, estabelecimentos comerciais foram alagados em Vila Paulista.

Fonte: www.gazetaonline.com.br
           www.sitebarra.com.br

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Andarilho é encontrado morto no interior de Barra de São Francisco

DSC00212Foi encontrado no Córrego da Ponte Alta, Barra de São Francisco, na noite desta quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014, o corpo do andarilho, conhecido por Djavan. Segundo informações da polícia, Djavan foi alvejado por disparos de arma de fogo.
Djavan era da Bahia, passou por Colatina e há várias semanas estava em Barra de São Francisco, quase sempre na Praça Senador Atílio Vavácqua. Ele sobrevivia da venda de pulseiras artesanais que ele mesmo fazia.
A polícia teve acesso a informações de que Djavan era usuário de drogas e constantemente consumia bebida alcoólica.Até o momento, não há suspeito de ter cometido o crime.
A população da localidade está apavorada com a violência e teme que outros assassinatos aconteçam, devido a falta de segurança e impunidade. Em vários assassinatos, a polícia não consegue prender o criminoso.
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Font: http://gazetadonorte.com/?p=83614

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Sete cidades do ES sofrem com apagão que atingiu parte do país

Cidades das regiões Norte e Noroeste do estado foram afetados.
Falha em linha de energia foi o que provocou falta de energia.

Do G1 ES
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Arte apagão 11 estados (Foto: Editoria de Arte/G1)
Sete municípios do Espírito Santo registraram apagão elétrico, na tarde desta terça-feira (4). Segundo a Escelsa, as cidades de Nova Venécia, Ecoporanga, Mantenópolis, Barra de São Francisco, Água Doce do Norte, Vila Pavão e o bairro Barra do Sahy, em Aracruz, foram atingidos.
A falta de energia também foi registrada em parte das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país, atingindo estados como Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. Às 16h30, a EDP Escelsa informou que apenas três cidades haviam sido afetadas, mas atualizou a informação às 18h.
A causa da ocorrência é apurada e informada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN).
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que uma falha em uma linha de energia que liga o Norte ao Sudeste foi o que provocou falta de energia. O órgão não soube informar quantas pessoas foram afetadas pelo problema, que aconteceu às 14h03. De acordo com o ONS, a energia começou a ser restabelecida 35 minutos depois.
Em nota, o ONS informou que a “perturbação no Sistema Interligado Nacional” ocorreu entre o município de Colinas (TO) e a região de Serra da Mesa (GO), provocando a interrupção do fornecimento de cerca de 5 mil MW (megawatts). “Para evitar a propagação do evento, houve atuação do primeiro estágio do Esquema Regional de Alívio de Carga (ERAC), causando o desligamento automático de cargas pré-selecionadas pelos agentes distribuidores locais, visando restabelecer a frequência do sistema”, diz o comunicado emitido pelo órgão.

A rede elétrica de distribuição da EDP Escelsa encontra-se normal.

Fonte: www.g1.com/es

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

BSF: Mulher tenta entrar em presídio com drogas em órgão genital e vai presa

Eva Maria de Oliveira Couto, 58 anos, foi presa na tarde desta quarta-feira (15/01), ao tentar entrar com 3 buchas de maconha e 7 de fumo tipo sabiá,  dentro de uma camisinha introduzida no órgão genital.
MariaA Polícia Militar informou, que  há várias denúncias de que Eva sempre trazia drogas para o presídio durante as visitas e que eram entregues ao seu marido Celiomar Couto.
A acusada foi encaminhada até a Delegacia de Polícia de Barra de São Francisco e depois encaminhada ao presídio.


Leia mais em http://www.sitebarra.com.br

sábado, 4 de janeiro de 2014

Vai pegar a estrada? Veja a situação das rodovias no Espírito Santo

Confira como estão as condições de tráfego nas estradas e os trechos que ainda estão interditados

Carlos Alberto Silva
Quem vai viajar a passeio ou a trabalho deve ficar atento aos pontos críticos que ainda persistem nas rodovias estaduais e federais, que cortam o Estado. As chuvas que atingiram grande parte do Espírito Santo geraram muitos transtornos, entre eles, quedas de barreiras, quebra de asfalto, buracos na pista, entre outros.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, quem pretende passar pela BR 101, BR 262 e pela BR 393, vai encontrar estradas transitáveis, ainda que com alguns buracos. A situação mais crítica ainda é na BR 259 no km 79, entre Colatina e Baixo Guandu, o Denit está trabalhando há uma semana, mas ainda não há previsão de conclusão. Durante o dia, carros pequenos estão passando em meia pista, carros grandes não passam.

A Polícia Rodoviária Federal aconselha que a população evite a BR 259, pois mesmo não estando interditada, está com a sinalização muito prejudicada e em obras, tornando muito perigoso o percurso. A rodovia também está passando a meia pista entre os Km 83 e Km 88.

 Vitor Jubini - GZ
Reconstrução ES

O governo do Estado anunciou a construção de 1.500 casas para famílias atingidas pelas chuvas de dezembro em diversos municípios. A medida faz parte de um pacote para reconstruir o Espírito Santo, detalhado pelo governador Renato Casagrande na tarde de quinta-feira (2).

O levantamento aponta que será preciso um investimento de RS 24 milhões para reconstruir vias rurais, e outros R$ 44,8 milhões para reconstruir ou recuperar 375 pontes destruídas ou danificadas por enchentes.

Confira o balanço da situação das rodovias

Região Centro-Serrana
O trecho mais impactado está localizado na Rodovia ES 010, entre Jacaraípe e Nova Almeida, na Serra. Um trecho da rodovia sofreu erosão causada pelas águas do mar e rompeu. O trânsito no local flui por um desvio. O DER está monitorando o trecho e realizando levantamento topográfico para desenvolver projeto de recuperação.

Foram registrados pontos de alagamento nas rodovias ES 080, no trecho entre Cariacica e Santa Leopoldina; ES 261, entre Fundão e Santa Teresa; e ES 264, no trecho entre Santa Maria de Jetibá e Santa Leopoldina.
 
Foram registradas quedas de barreiras nas rodovias ES 484, entre Itarana e Itaguaçu; ES 261, Serra do Limoeiro, Itarana x Caldeirão; ES 460, entre Laranja da Terra e Afonso Cláudio; ES 462, no trecho entre Brejetuba e BR 262; ES 080, entre Santa Teresa e São Roque; ES 355, entre Santa Maria de Jetibá e Caldeirão; ES 264, no trecho entre Santa Maria de Jetibá e Santa Leopoldina; ES 080, no trecho entre Cariacica e Santa Leopoldina; e ES 261, entre Laranja da Terra e Itarana. Nesses pontos, a terra foi removida da pista e o trânsito flui normalmente. 

Região Noroeste

Na ES 341, entre Pancas e o distrito de Ângelo Frechiani, a pista foi rompida pela força das águas.  O Exército construiu uma passarela para pedestres e implantou uma ponte móvel no local.

Toda a região sofreu influência das cheias dos rios Doce e Pancas. Foram registrados pontos de alagamento nas rodovias ES 248, entre Colatina e Linhares, e ES 080, entre Colatina e São Domingos. Nesses locais o nível de água baixou e o trânsito está desimpedido.

Desde o início das chuvas, o DER registrou pontos de quedas de barreiras nas rodovias ES 164 / 466, entre Itaguaçu, Itaimbé e Baixo Guandu, e ES 080, no trecho entre Colatina e São Domingos. Nesses pontos, a terra foi removida da pista e o trânsito também flui normalmente. 

Região Norte

A região ainda registra pontos de interdição, principalmente no Litoral de Linhares. Nas rodovias ES 358, ES 010 e ES 248, que dão acesso respectivamente a Pontal do Ipiranga, Regência e Povoação, o nível de água ainda atinge a pista.

Na ES 381, no trecho Nova Venécia e Guararema, o trânsito permanece impedido em razão da forte enxurrada que rompeu os desvios das pontes que estão em obras 

Também foram registrados pontos de quedas de barreiras nas rodovias ES 130, entre Nova Venécia e Boa Esperança, ES 080, entre São Domingos e Barra de São Francisco, ES 080, entre Água Doce do Norte e o distrito de Santo Agostinho, ES 080, entre Santo Agostinho e Vila Nelita, ES 320, trecho entre Ecoporanga e Três Vendas, ES 137, no trecho entre Nova Venécia e São Gabriel da Palha, ES 334, no trecho entre Águia Branca e Vila Verde e ES 220, no trecho entre Nova Venécia e o distrito de Paulista. Nesses pontos, a terra foi removida da pista e o trânsito flui.

Região Sul

O trecho mais impactado durante o período de chuvas nas rodovias do Sul do Estado está localizado na ES 060, na altura da Lagoa Caculucaje, no trecho que liga Marataízes a Presidente Kennedy, onde a rodovia rompeu após o grande volume de água que invadiu a pista em consequência da abertura realizada por moradores. Nessa rodovia o trânsito flui por desvio indicado no local. Outra via interditada é a Rodovia do Penedo, em Itapemirim, que permanece isolada pela Defesa Civil.

Na ES 375, no trecho entre Vargem Alta e Iconha, na altura de Rodeio, uma pedra rolou para a pista. O DER sinalizou o trecho. O trânsito flui em meia pista, enquanto o desmonte e retirada da rocha estão sendo providenciados.

Desde o início das chuvas, o DER registrou pontos de quedas de barreiras nas rodovias ES 166, entre Castelo e Venda Nova do Imigrante, e ES 472, entre Conceição do Castelo e o entroncamento com a ES 166, no distrito de Santa Luzia. Nesses pontos, a terra foi removida da pista e o trânsito flui.

Fonte: gazetaonline.com.br