Maria Helena Andrade da Silva, 21 anos, estava deitada em uma rede quando foi surpreendida pelo assassino
Maria Helena Andrade da Silva estava deitada em uma rede quando foi baleada
Foto: Arquivo de família
A jovem Maria Helena Andrade da Silva, 21 anos, morreu no Hospital Silvio Avidos, em Colatina, na manhã deste domingo (06), após ser baleada na cabeça em Alto Rio Novo, região Noroeste do Estado.
O crime aconteceu por volta de 23h40 da última sexta-feira (04), enquanto ela estava em casa, onde morava com a mãe e o irmão. Maria Helena estava deitava de costas em uma rede. A família de Maria Helena acusa um ex-namorado da jovem de entrar na residência e atirar contra ela.
O irmão de Maria Helena estava no terraço da residência e não viu o momento em que o crime aconteceu. Ele socorreu a jovem para o Hospital Santa Bárbara e depois ela foi encaminhada para o Hospital Silvio Avidos. O laudo médico aponta que a jovem morreu em decorrência do disparo de arma de fogo, hemorragia cerebral e traumatismo craniano.
O corpo da vítima foi encaminhado para o Serviço Médico Legal (SML) e já foi reconhecido pelos familiares. Procurada para falar sobre o crime, a Polícia Civil informou que está realizando diligências e que, neste momento, não vai divulgar detalhes da investigação, pois pode atrapalhar o trabalho das equipes. O velório da vítima está ocorrendo na casa de parentes e o enterro do corpo será nesta segunda-feira (07) no Cemitério de Alto Rio Novo.
Uma familiar de Maria Helena, que pediu para não ser identificada, contou que a mãe da jovem precisou ser medicada após o crime. “ Ficou um vazio aqui dentro. Nosso mundo acabou”, desabafou.
A capixaba Silvinha da Silva Braga, de 45 anos, morreu enquanto tentava entrar ilegalmente nos Estados Unidos pelo mar do Caribe. Ela estava acompanhada do marido, Adilson Gonçalves de Oliveira, de 42 anos, quando o bote em que estavam virou, na madrugada desta segunda-feira (01). Como não sabia nadar, Silvinha acabou falecendo. O marido não se feriu, e agora tenta junto com a família trazer o corpo da esposa para o Espírito Santo.
O casal é dono de uma loja de materiais de construção em Alto Rio Novo, Noroeste do Estado, e buscava uma oportunidade de trabalho no exterior. De acordo com a filha do casal, Natieli Braga de Oliveira Mauro, de 21 anos, os pais saíram de Alto Rio Novo no começo do mês passado e pretendiam ficar nos EUA por pelo menos três anos, para juntar dinheiro e melhorar a condição financeira da família. "Eles iriam para trabalhar. Ficariam na casa de uma tia minha, que já mora nos EUA há alguns anos. Nós levamos eles de carro até Mantena (MG), de lá eles seguiram de ônibus. Mas a gente não sabe de nada, qual o trajeto que eles fizeram, e nem com quem foram", contou a filha, que disse ainda ter ficado pelo menos 15 dias sem contato com os pais.
Por telefone, mãe disse que estava bem
Natieli falou com a mãe pela última vez na quinta-feira da semana passada, quando os pais estariam provavelmente nas Bahamas. "A gente não tinha telefone de ninguém, não sabia se estavam acompanhados. Quando consegui falar com eles, minha mãe disse que estava tudo bem, que eles estavam esperando a hora certa para atravessar, porque o mar estava muito agitado", lembrou.
A polícia americana informou à família que Silvinha teria morrido na madrugada de domingo para segunda-feira, mas a família só soube da morte na noite de segunda. "Minha tia que mora nos EUA só conseguiu nos avisar ontem (segunda) a noite. Falei com o meu pai hoje (terça) de manhã. Ele me pediu perdão, disse que tentou, mas não conseguiu salvar a minha mãe. Ele contou que o bote em que eles estavam virou, e como ela não sabia nadar, acabou morrendo afogada. Além dela, morreram mais três pessoas", afirmou.
O pai de Natieli, Adilson Gonçalves de Oliveira, de 42 anos, continua nos EUA e tenta conseguir os documentos necessários para a liberação do corpo da esposa. Além disso, o consulado americano avisou à família que é necessário pagar a quantia de 5 mil dólares para o translado do corpo até o Brasil. "Nós não temos essa quantia toda, mas vamos ter que dar um jeito. A gente quer ajuda do governo. O corpo da minha mãe não pode ficar abandonado lá", disse a filha. Fonte: www.gazetaonline.com.br