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domingo, 23 de novembro de 2014

Acidente em Pancas deixa um morto e um ferido

O veículo trafegava sentido colatina-Pancas

Um acidente ocorrido por volta de 01h30, deste sábado (22), na Rodovia José Alves de Souza (rodovia que liga Pancas a Ângelo Frechiani), em Pancas, deixou uma vítima fatal e outra ferida. Um Ford Corcel l, ano 1975, placa: MOY-7710, conduzido por Leonardo Tavares Aguilar, o Zé Comeia, de 38 anos, colidiu fortemente em uma grande árvore de eucalipto. O veículo trafegava sentido Colatina-Pancas. O motorista morreu na hora. Ele quebrou o pescoço, segundo relatos. O outro ocupante do veículo, Edinei da Silva, de 23 anos, ficou ferido gravemente, sendo que foi encaminhado para o HOSPITAL  de Pancas, posteriormente, para o Hospital Sílvio Avidos, em Colatina. Segundo o soldado PM Chaves, que atendeu a ocorrência, juntamente com o soldado Ramos, o corpo de Zé Comeia foi levado para o Serviço Médico LEGAL (SML), em Colatina, para os procedimentos legais, posteriormente, seria liberado para o velório e enterro. Zé Comeia residia em Pancas, no Bairro Operário.
FOTOS VIRGÍLIO BRAGA
Com infomações: o mestre

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Vítimas das chuvas que castigaram o Espírito Santo continuam sem apoio e convivem com destruição

Reportagem percorreu três cidades castigadas pelos temporais que mataram 24 pessoas

Foto: Edson Chagas
Adenilson Ribeiro, no córrego Dois Irmãos, que transbordou com as fortes chuvas de dezembro de 2013 e levou na correnteza a casa de seu Julio Cesar Ribeiro que morreu no desabamento - Especial Chuvas
Ainda sem acreditar, o jovem mostra o Córrego Dois Irmãos, no alto de uma serra em Baixo Guandu. Na véspera do Natal de 2013, o filete de água alcançou três metros de altura e matou quatro de seus familiares. Os corpos de dois deles nunca foram encontrados. “Ainda procuro ao menos os ossos”, desabafa Adenilson Ribeiro, 22 anos.

Seis meses após a tragédia, pouco mudou na vida de Adenilson e de outras vítimas das chuvas que atingiram o Estado, no final do ano passado. Uma enchente que afetou 54 municípios, expulsou mais de 60 mil de casa e matou 24 pessoas.

Os sobreviventes, além da perda de familiares e dos traumas, enfrentam graves dificuldades financeiras. Vivem de aluguel social, as roupas e o que possuem em casa são doações, sofrem com problemas de saúde ou não conseguiram enterrar seus mortos. “Ainda ouço a voz do meu irmão na mata. Era um homem bom, não merecia isso”, diz Adenilson sobre Julio Cesar Cleto, 19, um produtor rural. Além dele está desaparecido o corpo de seu sobrinho, Daniel Cleto, de 3 anos.

Solidariedade

A mãe e a esposa de Júlio, Aparecida, 43, e Tatiana, 15, também morreram soterradas. Foram os vizinhos de uma comunidade próxima, Ibituba, que ajudaram a resgatá-las. Como ficaram isolados pelas chuvas, foi a comunidade que limpou e arrumou os corpos. “Foi um marceneiro daqui que fez o caixão”, conta Glória Oliveira, moradora de Ibituba.
 
Na hora da tragédia todos dormiam na casa, que ficava às margens de uma encosta. Por volta das 2 horas, a água do córrego, misturada a entulhos e pedras, soterrou a residência, arrastando o que sobrou, incluindo as vítimas, por dezenas de metros. A destruição foi tão grande que sobraram poucos vestígios no local: os restos de um tanquinho e vigas.

Adenilson mora hoje na casa de uma tia e toma conta do cafezal de cinco alqueires que agora lhe pertence. Mas anda desanimado. “Tenho que construir uma nova casa, mas a vontade é de ir embora. Dói muito”, relata. 

Queríamos fazer um simulado de alerta de enchentes, mas tivemos que adiar. A população ainda está traumatizada

Darly Dettmann, Prefeito de Itaguaçu

 
O Córrego Dois Irmãos onde ele vive faz parte de uma das quatro comunidades rurais de Baixo Guandu, onde moram aproximadamente 8 mil pessoas. Localizadas em regiões de serra, ficam a mais de uma hora da sede do município. Durante a enchente, alimentos, roupas e remédios só chegavam de helicóptero.

O acesso a esses locais, que já era precário, está ainda pior. Há barreiras ameaçando desabar, estradas perigosas, rios assoreados. Em Baixo Guandu, 40 pontes foram destruídas. Há ainda comunidades, como Alto Mutum Preto, que correm o risco de desaparecer. Toda a vila foi construída embaixo de um barranco que ameaça desabar.

Foto: Edson Chagas
Ponte sobre o rio Guandu com galhos de árvores que podem represar a água em caso de chuvas fortes e elevado nível da correnteza - Especial Chuvas
Semelhanças


Uma situação que não é muito diferente da vizinha Itaguaçu, que enfrentou três enchentes nos últimos quatro anos. Na semana do Natal ficou completamente alagada, em alguns pontos a água chegou a um metro e meio. Até o prefeito da cidade, Darly Dettmann, foi desalojado.

Quando o nível da água abaixou, após cinco dias, estradas, dezenas de casas, escolas, unidades de saúde, prédios públicos e 20 pontes tinham sido destruídas. Com recursos próprios o município tenta reverter a situação, mas já não há dinheiro.



Na cidade onde vivem pouco mais de 14 mil habitantes, seis pessoas morreram. Três delas na zona rural e outras três na sede municipal, em Barro Preto.

Lá morava a família do casal Neusa Aparecida Borges, 44, e José Vitorino Venke, 41 anos. Com graves problemas de saúde eles sobreviveram ao soterramento que matou três de seus familiares: a mãe, Odília Marcelino Borges, 84; a nora Claudiana Nogueira Paixão, 21, grávida de oito meses; e o neto, João Pedro Paixão, de um ano e dois meses.

Minha irmã também foi desabrigada pela chuva mas se recusou a ficar conosco. Naquela madrugada nossa casa foi soterrada.

Neusa Borges, Vítima de Itaguaçu

 
Na madrugada da véspera de Natal, uma avalanche de terra soterrou a casa de dois andares. No local só sobrou a laje da garagem. Neusa e Vitorino foram resgatados gravemente feridos. “Estávamos dormindo e acordamos embaixo dos entulhos”, relatam. Ambos apresentam problemas na coluna. Ele não consegue mais trabalhar nem se aposentar, e ela tem dificuldades para falar e andar. Em meio a lágrimas, ela acrescenta: “Perdemos tudo, tudo”.

Foto: Edson Chagas
Neusa Aparecida Borges no local onde era sua casa, bairro Barro Preto, que foi levada por avalanche de terra provocada pelas fortes chuvas de dezembro de 2013 - Especial Chuvas
O casal recebe aluguel social e tenta se manter com a renda de um pequeno salão, no centro de Itaguaçu. Conta com a ajuda do filho, Danilo Borges Paixão, 27. Um jovem que não consegue expressar a perda da esposa grávida e do filho. “Já era calado, agora quase não fala”, conta Neusa, cujas lágrimas aumentam quando lembra do bebê que estava por nascer. “Era uma menininha”.

Sem recursos

Danilo e Claudiana moravam na zona rural, mas estavam na casa de Neusa a pedido médico. A jovem estava no oitavo mês de gravidez. No dia da tragédia, Danilo tinha ido conferir a situação da propriedade e assim escapou do soterramento. Tudo o que sobrou foi uma pequena bolsa com as roupinhas do bebê, encontrada pela Defesa Civil.

Na mesma rua onde a família morou por mais de 20 anos, outras três casas foram atingidas, sem vítimas. A região é considerada agora de risco iminente. Novos deslizamentos podem ocorrer se voltar a chover, mas não há perspectivas de que obras possam ser feitas na região por falta de recursos.

A prefeitura local já adquiriu um terreno para construir as casas para as famílias que foram desabrigadas, mas os recursos não chegaram. Algo que desespera Neusa e Vitorino. “Perdemos tudo. Não tenho como comprar uma casa”, diz Neusa.

Comércio

Foto: Edson Chagas
Romulo João Gatti, proprietário do supermercado Gurizão que ficou alagado com inundação do Rio Doce em dezembro de 2013 - Especial Chuvas
Nos dois municípios grandes perdas também foram registradas no comércio. Em Itaguaçu, o Supermercado Pagel ganhou destaque quando a população disputou os alimentos que estavam sendo descartados. “Aquilo foi por desespero. Nada poderia ser aproveitado”, relata o proprietário Celso Pagel. 

Ele se emociona quando anda pelo galpão de estoque. “Em 30 anos nunca ficou vazio como agora”, diz, relatando com exatidão o tempo de alagamento: “Foram cem horas”. Pagel estima seu prejuízo em mais de R$ 1,3 milhão.

Abrigo

Outro que se emociona quando lembra dos dias de enchente é o padre Paulo Bosi Dal’Bó. Ele abrigou mais de 1.200 pessoas em sua igreja, incluindo os primeiro bombeiros que chegaram à cidade, cujo barco virou e tudo perderam.

Relata que os primeiros gritos de socorro foram ouvidos na manhã do dia 21 de dezembro de 2013. Antes que a manhã terminasse a igreja já estava lotada. Naquela noite dormiram nos bancos e no chão, sem colchões ou lençóis. “Mas todos foram acolhidos”, destaca o padre, cuja igreja se transformou no centro de controle de operações para os militares estaduais, do Exército, da Força Nacional e de voluntários.

Para o padre, a tragédia deixou várias lições. Uma delas é de que a solidariedade ajudou a superar a tragédia. “As doações não deixaram que nada faltasse e o trabalho voluntário salvou vidas”. Também ensinou, destaca, que é preciso repensar a gestão das cidades. “Muitas construções, até de prédios públicos, estão sendo feitas às margens dos rios”, pondera, preocupado com o risco de novas enchentes.

Colatina: em meio a entulhos, moradores tentam recomeçar suas vidas
 
Foto: Edson Chagas
Claudio Roque, desabrigado do Bairro São Marcos onde deslizamento de terra em dezembro de 2013 derrubou casas matando várias pessoas - Especial Chuvas

Desde o dia em que ocorreu o desabamento que matou sete pessoas, no bairro São Marcos, em Colatina, nada mudou. Uma montanha de entulhos com os restos das casas, dos móveis e objetos pessoais das vítimas lembram um cenário de guerra e não permitem que os vizinhos e parentes se recuperarem da tragédia.

Elas estavam tão felizes com a nova pintura do quarto, as roupas e os sapatos novos. Nem puderam aproveitar...

Orleide Costa, Mãe de duas vítimas

 
E o pior: sem um trabalho de contenção no local há o risco iminente de novos desabamentos. Tanto que uma creche situada no alto do morro (muro verde na foto ao lado) foi desativada.

Uma situação que revolta Claudio Roque Almeida, cuja casa foi parcialmente atingida pelos destroços no dia em que comemoraria os 15 anos da filha. “Desde então vivo de aluguel social sem a perspectiva de quando esta situação vai mudar”, desabafa.

Tragédia

Logo em frente a casa dele morava Orleide Almeida Costa, 29, e suas três filhas. Ela e os tios, que viviam ao lado, estavam animados com o almoço que fariam no Natal. O ex-marido, William Gomes, visitava as filhas.

No dia anterior, 24, Orleide foi trabalhar bem cedo. Vestia o uniforme quando foi surpreendida com a visita do ex-marido. “Machucado e em desespero, pedia perdão por só ter salvado uma de nossas três filhas”, conta, em prantos. “Minha vida acabou naquele momento”, acrescenta.

Foto: Edson Chagas
Orleide Almeida Costa perdeu as filhas Karolayne e Ana Carolina no desabamento de sua casa levada por deslizamento de encosta no bairro São Marcos nas fortes chuvas de dezembro de 2013 - Especial Chuvas
De sua casa, nada sobrou. Os corpos de suas filhas – Karolayne, 7, e Ana Carolina, 9 –, foram resgatados três dias depois. Com elas morreram ainda seus tios, uma prima e dois vizinhos. Semanas depois sua avó, 69, não resistiu à dor das perdas e morreu. “É muito difícil. Só não enlouqueci porque ainda tenho dois filhos para criar”, diz Orleide.

Seu relato é feito em uma casa de três cômodos, onde vive com a filha Crislaine, 4, no bairro Airton Senna, afastado do centro de Colatina. No espaço mal iluminado e úmido pelas infiltrações da chuva estão as poucas coisas que recebeu de doação. “Quando chove a Crislaine entra em desespero”, conta a mãe enquanto acaricia a única foto das filhas falecidas, recuperada dos entulhos. No dia da tragédia seu filho Leandro, 2, estava com uma tia, com quem ainda mora.

Seu desespero aumentou na última semana, quando soube que um golpista está usando sua tragédia para vender rifas na cidade. “Não vendo rifas. Trabalho como merendeira”, diz, revoltada. Tudo o que ela deseja é uma casa para recomeçar a vida. “É um sonho”, desabafa.

Recomeço também é o sonho de muitos comerciantes de Colatina, cujas lojas foram completamente destruídas. Um delas é a Casa das Rações. Seu dono, Claudio Marcos Zaché, estima o prejuízo em R$ 1,6 milhão. “Reabrimos, mas é difícil recuperar o pique”, conta Claudio. Preocupado com o risco de novas enchentes, decidiu procurar outro espaço para abrigar seu estoque.

Recursos federais para a reconstrução das cidades e das casas não chegaram

A maior parte das 54 prefeituras que foram atingidas pelas fortes chuvas de dezembro do ano passado ainda não conseguiu dinheiro para reconstruir suas cidades. Além de pontes e estradas que precisam ser refeitas, a maior dificuldade é garantir uma nova moradia para as famílias que foram desabrigadas.
 

Em Baixo Guandu, por exemplo, a expectativa era receber R$ 42 milhões do governo federal. “Reduziram para R$ 1,4 milhão”, conta o prefeito Neto Barros. Com o dinheiro só poderá fazer quatro, das 42 pontes que foram destruídas.

Lá existem 37 famílias que vivem com aluguel social de R$ 475 mas os recursos para a construção das casas não chegaram. “Tivemos ajuda do Estado durante as enchentes e apoio com máquinas para recuperar estradas, mas ainda tem muito para ser feito”, diz Neto Barros, que investiu R$ 1,6 milhão de recursos próprios.

Semelhanças

Foto: Edson Chagas
Rio de Itaguaçu que transbordou e inundou a cidade com as chuvas de dezembro de 2013 - Especial Chuvas
A cidade vizinha, Itaguaçu, precisava de R$ 18 milhões, mas o governo federal decidiu mandar R$ 5,5 milhões. “Só vou poder fazer nove das 40 obras que eram necessárias”, relata o prefeito Darly Dettmann, que já investiu R$ 2 milhões de recursos na recuperação de sua cidade.

Lá além das estradas e prédios públicos reformados, 20 pontes foram destruídas. Cinquenta famílias foram desabrigadas e vivem de aluguel social no valor de R$ 350.

Colatina aguarda os recursos federais para fazer a contenção da encosta que desabou em São Marcos. “Recebemos a primeira parcela no valor de R$ 3 milhões”, relatou o prefeito Leonardo Deptulski. A cidade vai receber R$ 9,7 milhões dos R$ 38 milhões que pediu ao governo federal.

Deptulski já adiantou que só poderá fazer sete das 24 obras planejadas. Mas como já tinha em andamento, antes da enchente, um projeto “Minha Casa, Minha Vida”, terá condições de destinar pelo menos 80 moradias para moradores da cidade que ficaram desabrigados.

Em Colatina, 300 famílias estão sem casa e 256 vivem de aluguel social, de R$ 600. “Vamos tentar convênios para garantir a construção de outras casas”, diz o prefeito.

A preocupação dos prefeitos e que um novo período de chuvas fortes, no final do ano se aproxima e as cidades ainda não conseguiram se recuperar. 

Apoio do Estado

Ilustração sobre prejuízos causados pelas chuvas no EstadoO Estado assinala que investiu R$ 400 milhões de um total de R$ 540 milhões que havia prometido para a reconstrução. Parte destes recursos – R$ 87 milhões – foram aplicados na recuperação de rodovias e pontes.

Cerca de R$ 16 milhões foram para o cartão reconstrução destinado às famílias e quase R$ 13 milhões na construção de casas em cinco municípios. “Também investimos R$ 24 milhões em máquinas que ajudaram os municípios a recuperarem suas estradas”, destaca o secretário da Casa Civil, Tiago Hoffmann.

Ele reconhece que a maior dificuldade dos municípios decorre dos recursos federais que não chegaram. “Há cidades, como Vila Velha, que não vai receber nada”, relata. Para piorar a situação, acrescenta, estas mesmas cidades já tinham tido redução de receitas com o fim do Fundap.

Hoffmann garante que, dentro das possibilidades, o Estado vai tentar ajudar os municípios. “Não na velocidade que precisam, mas terão nosso apoio”, pontua.

Fonte: A Gazeta

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Morre jovem capixaba mantida em cárcere privado

Mãe de Daiana, que tinha deficiência mental, é acusada do crime; família é de Pancas

Foto: Reprodução de TV Globo
À polícia, Marlúcia de Souza disse que levou a filha ao médico; delegada não acredita
Morreu nesta quinta-feira (10) Daiana de Souza, uma jovem de 19 anos mantida em cárcere privado pela própria mãe em Duque de Caxias, Rio de Janeiro. De acordo com a delegada Cristina Bento, da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), a jovem estava internada na UTI do Hospital Moacyr do Carmo desde quarta-feira, após sofrer parada respiratória.

A mãe é suspeita de maltratar a filha e mantê-la presa em casa por 19 anos. Daiana tinha deficiência mental e foi encontrada em estado de subnutrição, pesando 25 kg. A família é de Pancas, no interior do Espírito Santo, mas mudou-se para o Rio de Janeiro há cerca de dez anos.

Marlúcia Rodrigues de Souza, mãe da vítima, foi presa em casa, na comunidade conhecida como Lixão. De acordo com a delegada, a mulher poderá ser indiciada por homicídio, já que há suspeita de omissão. Nesse caso, a pena varia entre 6 a 20 anos de prisão.

Outra opção, segundo a delegada, é autuar a mãe por maus tratos seguido de morte, com pena que pode chegar a 12 anos de reclusão. A polícia pedirá sua prisão preventiva.

Mau cheiro

Foi por meio de vizinhos que a polícia soube do crime. Eles sentiram o mau cheiro e invadiram a casa na ausência da mãe.

“Os vizinhos não sabiam da existência dela. Eles entraram na casa e depararam com a jovem naquele estado, sozinha, e a levaram para o hospital. Quando a Marlúcia voltou para casa, as pessoas tentaram linchá-la. Ela teve que ser trazida direto para delegacia de táxi”, disse a delegada Cristina Bento.

Em depoimento, Marlúcia disse que recebia uma pensão do governo no valor de R$ 150 para ajudar nas despesas da filha, além da pensão do pai da jovem, de R$ 100. Disse também que trocava os curativos da jovem de dois em dois dias, e que chegou a levar Daiana em uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), mas foi liberada pelos médicos.

“Nenhum médico liberaria essa menina no estado em que ela se encontrava. Ela não saía de casa nunca. O pai, que não via a filha há cinco anos, será chamado para depor, e se for comprovado que sabia o que se passava na casa, responderá por isso”, afirmou a delegada Cristina Bento.

A madrinha de Daiana, Kelly de Oliveira, – que cuidava da jovem quando Marlúcia se ausentava – disse que não pediu socorro por medo. A delegada diz que ela pode responder por omissão de socorro. (G1)

Fonte: www.gazetaonline.com.br

sábado, 4 de janeiro de 2014

Vai pegar a estrada? Veja a situação das rodovias no Espírito Santo

Confira como estão as condições de tráfego nas estradas e os trechos que ainda estão interditados

Carlos Alberto Silva
Quem vai viajar a passeio ou a trabalho deve ficar atento aos pontos críticos que ainda persistem nas rodovias estaduais e federais, que cortam o Estado. As chuvas que atingiram grande parte do Espírito Santo geraram muitos transtornos, entre eles, quedas de barreiras, quebra de asfalto, buracos na pista, entre outros.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, quem pretende passar pela BR 101, BR 262 e pela BR 393, vai encontrar estradas transitáveis, ainda que com alguns buracos. A situação mais crítica ainda é na BR 259 no km 79, entre Colatina e Baixo Guandu, o Denit está trabalhando há uma semana, mas ainda não há previsão de conclusão. Durante o dia, carros pequenos estão passando em meia pista, carros grandes não passam.

A Polícia Rodoviária Federal aconselha que a população evite a BR 259, pois mesmo não estando interditada, está com a sinalização muito prejudicada e em obras, tornando muito perigoso o percurso. A rodovia também está passando a meia pista entre os Km 83 e Km 88.

 Vitor Jubini - GZ
Reconstrução ES

O governo do Estado anunciou a construção de 1.500 casas para famílias atingidas pelas chuvas de dezembro em diversos municípios. A medida faz parte de um pacote para reconstruir o Espírito Santo, detalhado pelo governador Renato Casagrande na tarde de quinta-feira (2).

O levantamento aponta que será preciso um investimento de RS 24 milhões para reconstruir vias rurais, e outros R$ 44,8 milhões para reconstruir ou recuperar 375 pontes destruídas ou danificadas por enchentes.

Confira o balanço da situação das rodovias

Região Centro-Serrana
O trecho mais impactado está localizado na Rodovia ES 010, entre Jacaraípe e Nova Almeida, na Serra. Um trecho da rodovia sofreu erosão causada pelas águas do mar e rompeu. O trânsito no local flui por um desvio. O DER está monitorando o trecho e realizando levantamento topográfico para desenvolver projeto de recuperação.

Foram registrados pontos de alagamento nas rodovias ES 080, no trecho entre Cariacica e Santa Leopoldina; ES 261, entre Fundão e Santa Teresa; e ES 264, no trecho entre Santa Maria de Jetibá e Santa Leopoldina.
 
Foram registradas quedas de barreiras nas rodovias ES 484, entre Itarana e Itaguaçu; ES 261, Serra do Limoeiro, Itarana x Caldeirão; ES 460, entre Laranja da Terra e Afonso Cláudio; ES 462, no trecho entre Brejetuba e BR 262; ES 080, entre Santa Teresa e São Roque; ES 355, entre Santa Maria de Jetibá e Caldeirão; ES 264, no trecho entre Santa Maria de Jetibá e Santa Leopoldina; ES 080, no trecho entre Cariacica e Santa Leopoldina; e ES 261, entre Laranja da Terra e Itarana. Nesses pontos, a terra foi removida da pista e o trânsito flui normalmente. 

Região Noroeste

Na ES 341, entre Pancas e o distrito de Ângelo Frechiani, a pista foi rompida pela força das águas.  O Exército construiu uma passarela para pedestres e implantou uma ponte móvel no local.

Toda a região sofreu influência das cheias dos rios Doce e Pancas. Foram registrados pontos de alagamento nas rodovias ES 248, entre Colatina e Linhares, e ES 080, entre Colatina e São Domingos. Nesses locais o nível de água baixou e o trânsito está desimpedido.

Desde o início das chuvas, o DER registrou pontos de quedas de barreiras nas rodovias ES 164 / 466, entre Itaguaçu, Itaimbé e Baixo Guandu, e ES 080, no trecho entre Colatina e São Domingos. Nesses pontos, a terra foi removida da pista e o trânsito também flui normalmente. 

Região Norte

A região ainda registra pontos de interdição, principalmente no Litoral de Linhares. Nas rodovias ES 358, ES 010 e ES 248, que dão acesso respectivamente a Pontal do Ipiranga, Regência e Povoação, o nível de água ainda atinge a pista.

Na ES 381, no trecho Nova Venécia e Guararema, o trânsito permanece impedido em razão da forte enxurrada que rompeu os desvios das pontes que estão em obras 

Também foram registrados pontos de quedas de barreiras nas rodovias ES 130, entre Nova Venécia e Boa Esperança, ES 080, entre São Domingos e Barra de São Francisco, ES 080, entre Água Doce do Norte e o distrito de Santo Agostinho, ES 080, entre Santo Agostinho e Vila Nelita, ES 320, trecho entre Ecoporanga e Três Vendas, ES 137, no trecho entre Nova Venécia e São Gabriel da Palha, ES 334, no trecho entre Águia Branca e Vila Verde e ES 220, no trecho entre Nova Venécia e o distrito de Paulista. Nesses pontos, a terra foi removida da pista e o trânsito flui.

Região Sul

O trecho mais impactado durante o período de chuvas nas rodovias do Sul do Estado está localizado na ES 060, na altura da Lagoa Caculucaje, no trecho que liga Marataízes a Presidente Kennedy, onde a rodovia rompeu após o grande volume de água que invadiu a pista em consequência da abertura realizada por moradores. Nessa rodovia o trânsito flui por desvio indicado no local. Outra via interditada é a Rodovia do Penedo, em Itapemirim, que permanece isolada pela Defesa Civil.

Na ES 375, no trecho entre Vargem Alta e Iconha, na altura de Rodeio, uma pedra rolou para a pista. O DER sinalizou o trecho. O trânsito flui em meia pista, enquanto o desmonte e retirada da rocha estão sendo providenciados.

Desde o início das chuvas, o DER registrou pontos de quedas de barreiras nas rodovias ES 166, entre Castelo e Venda Nova do Imigrante, e ES 472, entre Conceição do Castelo e o entroncamento com a ES 166, no distrito de Santa Luzia. Nesses pontos, a terra foi removida da pista e o trânsito flui.

Fonte: gazetaonline.com.br

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Romário usa redes sociais para pedir ajuda às vítimas das enchentes no Espírito Santo

Filho de capixaba, deputado federal está fazendo campanha de doações com seus seguidores

JAIDER MIRANDA | jmiranda@redegazeta.com.br
 Reprodução / Facebook
O ex-atacante e hoje deputado federal Romário usou as redes sociais para iniciar uma campanha de doações em nível nacional para as vítimas das enchentes de castigam o Espírito Santo há uma semana.

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O tetracampeão do mundo tem ligações com o Estado. Seu pai, Edevair de Souza Faria, que morreu em 2008, era capixaba de Jerônimo Monteiro. Confira a mensagem do ex-jogador:

"Galera,

Nossos vizinhos do Estado do Espírito Santo estão sofrendo com as enchentes provocadas pelas chuvas que caíram no fim de semana. Até agora foram contabilizadas 6 mortes, 45 feridos e pelo menos 40 mil pessoas tiveram que deixar suas casas. O governo do estado decretou situação de emergência nos municípios atingidos pelas chuvas.

Neste período chuvoso, quando acontecem desastres em várias regiões do país, a solidariedade é fundamental. O governo deve tomar providências, mas a mão amiga, que oferece apoio e solidariedade, é fundamental para que essas pessoas consigam reconstruir suas vidas com dignidade. Vamos ajudar!"

Até o momento foram registradas seis mortes e mais de 40 mil pessoas estão fora de suas casas.A presidente Dilma Rousseff tem uma viagem programada para vir ao Estado nesta terça-feira e sobrevoar as regiões atingidas pelas chuvas.
Fonte: GAZETAESPORTES.COM

domingo, 22 de dezembro de 2013

Barranco desliza e atinge casa em bairro de Colatina; uma pessoa ficou ferida

De acordo com o coordenador da Defesa Civil do município, Valmir Gonzaga, a vítima foi levada para o Hospital Sílvio Avidos

Um barranco deslizou e atingiu uma casa na tarde deste domingo (22), na Escadaria Reynaldo Gilbert, no bairro Perpétuo Socorro, em Colatina, Noroeste do Estado. De acordo com o coordenador da Defesa Civil do município, Valmir Gonzaga, um homem estava dentro do imóvel e foi socorrido para o Hospital Sílvio Avidos.

Foto: Jamilly Paulino | CIDADÃO REPÓRTER
Jamilly Paulino | CIDADÃO REPÓRTER
Casa que desabou em Colatina

Foto: Eder Martins
Eder Martins
Deslizamento de barranco no bairro Perpétuo Socorro, na escadaria Reynaldo Gilbert

Fonte: gazetaonline.com.br

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Caminhão perde o controle e causa explosão no meio da rua em Pancas, Noroeste do Estado

Quatro pessoas ficaram feridas e diversos veículos foram destruídos, nesta quinta-feira (18)

RAFAEL JOSÉ | rjassis@redegazeta.com.br

Um motorista de caminhão, ainda não identificado, perdeu o freio do veículo, atropelou motos e carros estacionados, e só parou quando bateu de frente à um poste de luz, causando uma forte explosão na Avenida Treze de Maio, em Pancas, Região Noroeste do Estado, no início da tarde desta quinta-feira (18). Segundo informações do Departamento de Polícia Militar (DPM) do município, quatro pessoas ficaram feridas, sendo que uma delas sofreu lesões graves e foi encaminhada para um hospital do município de Colatina.
Reprodução / Facebook

O cabo da Polícia Militar Adivalto Henrique de Oliveira contou que o incidente aconteceu por volta das 11 horas, em uma via que dá acesso à entrada da cidade, próximo à rodoviária, na descida de uma ladeira. "A colisão aconteceu perto de uma posto de gasolina. Mas, graças a Deus, o estabelecimento não foi atingido, podendo ter aumentado ainda mais os estragos".

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Reprodução / Facebook
O cabo informou ainda que o motorista não estava sob efeito de álcool. "Ele foi submetido ao teste do bafômetro, porém o resultado foi negativo. Em depoimento, ele explicou que tentou frear, mas não conseguiu parar o carro a tempo", disse. O motorista foi encaminhado ao Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Pancas.

Um equipe de perícia da Polícia Civil foi até ao local para investigar as causas da explosão. O trecho precisou ser interditado pelos militares para limpeza e retirada do veículo. Diversas motos ficaram completamente queimadas, e havia ferro derretido pelo asfalto. Por volta das 17 horas, a circulação de carros pela avenida foi liberada.
Fonte: www.gazetaonline.com.br