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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Jovem chama policial de gay em camiseta e é condenado


A juíza Lílian Deise, do 1º Juizado Especial Cível do Acre, tomou uma atitude preconceituosa ao considerar uma ofensa se referir a alguém como homossexual. Ela julgou procedente a reclamação de um policial, que apareceu ao lado de um rapaz, Samuel Abreu, de 20 anos, em uma foto no Facebook. Na imagem, o jovem vestia uma camisa com a frase “he is gay” (ele é gay) com uma seta apontada na direção do policial.

A foto foi tirada dentro do Terminal Urbano de Rio Branco enquanto o policial estava de serviço. Abreu foi condenado a pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 800. “Considerei uma espécie de homofobia, porque gay é uma pessoa como qualquer outra. Não achei justo ter sido processado por isso. É falta de respeito com os próprios gays. Muitos gays amigos meus pensam dessa forma”, disse o jovem so site TRN.
Para o advogado da Polícia Militar, Roberto Duarte Júnior, a foto publicada na web violou a intimidade e o conceito do profissional. “Ficou evidente a violação da imagem do reclamante, no ato praticado pelo reclamado. Independente de opção sexual”, afirmou. Se na camiseta do rapaz estivesse escrito “Ele é hétero”, com a mesma seta apontando para o policial, será que ele processaria Samuel? Fica aqui a dúvida para os leitores do Pheeno.
Confira a postagem polêmica com a camiseta “He is gay”…
camisetagay02

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Marisa erra no inglês e vende camiseta com estampa "estupradores"

A peça que levava a frase "Great Rapers Tonight" foi tirada do site da marca

Camiseta estava à venda em promoção no site da loja Foto: Reprodução
Camiseta estava à venda em promoção no site da loja
Foto: Reprodução
Um erro de grafia na estampa de uma camiseta masculina infanto-juvenil da rede de lojas Marisa causou uma enxurrada de comentários nas redes sociais nesta terça-feira (29). 
A camiseta preta tem escrito em dourado a frase em inglês "Great Rapers Tonight", que traduzida para o português significa "Grandes estupradores hoje à noite". Com o erro, os comentários começaram a surgir. "E a Marisa vendendo camiseta confundindo Rappers com Rapers?", comentou @mari_mglhs.
A confusão foi feita com a palavra raper, já que quando é escrita com duas letras "p", significa rapper,  o mesmo que cantores de rap. A peça estava no site da marca sendo vendida em preço promocional, de R$ 25,99 por R$ 9,99. Depois das criticas, a loja tirou o anúncio do ar, informação confirmada pela assessoria de imprensa.
"Great rapers tonight. Tá "serto" em Marisa", escreveu @HildiBiao. "Opa, alguém na Marisa errou no inglês", disse @avelino_andrei.
Outro comentário veio do perfil @phmarcolino no Twitter: "como uma loja desse tamanho vende uma camiseta dessa?". E @deboravaz se irritou com a estampa: "Terá sido erro de inglês ou apologia ao estupro? Nojo total", publicou. Muitos comentários criticaram o uso do inglês de maneira errada, como a @chialinching: "quer escrever em inglês? abram o dicionário!".
Fonte: www.terra.com.br

sábado, 3 de agosto de 2013

Mulher usa cartão de plano de saúde e identidade da irmã, morre, e hospital vai à Justiça



A própria família informou a fraude para a administração do hospital após o falecimento

SAMANTA NOGUEIRA E VINÍCIUS VALFRÉ

 Divulgação
O Hospital Praia da Costa, em Vila Velha, registrou boletim de ocorrência na Delegacia do Centro da cidade
O empréstimo irregular da carteira do plano de saúde entre duas irmãs no Hospital Praia da Costa, em Vila Velha, virou caso de polícia. A prática ilegal, muitas vezes difícil de ser identificada pelas unidades de saúde, foi descoberta após a morte da mulher que deu entrada usando o documento da irmã. A própria família informou a fraude para a administração do hospital após o falecimento, como consta no boletim de ocorrência registrado pela instituição na polícia.

A paciente de 51 anos deu entrada no Hospital São Francisco, em Cariacica, no dia 28 de julho. Como o seu estado de saúde era grave, ela foi transferida na madrugada do dia 29 para o Hospital Praia da Costa, em Vila Velha, para ser internada. As duas unidades pertencem ao Grupo Meridional.

A mulher usou o nome da irmã, apresentando o documento de identidade e a carteira do plano de saúde Unimed no momento da internação. De acordo com o hospital, às 19h do dia 30, a paciente morreu.

Quando o óbito foi comunicado à família, ela informou que a pessoa morta não era a usuária do plano e sim uma irmã. Dessa forma, a administração do hospital soube da fraude.

Identidade

Revelada a identidade da paciente, o hospital realizou uma apuração interna para averiguar a situação. Foi constatado que os setores por que a mulher passou fizeram os procedimentos de atendimento adequadamente.

De acordo com nota enviada pela assessoria do Praia da Costa, a verificação dos dados pessoais, incluindo a conferência dos documentos de identificação e do plano de saúde, é feita no atendimento de todos os pacientes. A nota diz ainda que o atendimento não é realizado sem apresentação de documento com foto, exceto em situações onde há risco de morte.

No caso das irmãs, o hospital informou que havia grande semelhança física da paciente com a foto do documento apresentado.

A administração do hospital registrou um boletim de ocorrência na 20ª Delegacia de Polícia de Vila Velha, no Centro, alegando ter sido vítima de fraude. O caso é tratado como estelionato. A princípio, a ocorrência ficará sob os cuidados da delegada Denise Conceição Miranda, titular da DP, que posteriormente dará encaminhamento ao inquérito.

Suspeita é de morte por leptospirose

A provável causa da morte da paciente que usou os documentos da irmã no Hospital Praia da Costa é leptospirose, de acordo com a direção da unidade hospitalar. Ainda não há confirmação porque os exames sorológicos não foram concluídos. A causa da morte será informada pelo Serviço de Verificação de Óbitos (SVO).

Operadora: “Documento com foto é obrigatório”

O plano de saúde que foi alvo da fraude é a Unimed Vitória. A cooperativa informou, por nota, que o cartão do usuário é numerado, nominativo e intransferível, e sob nenhuma hipótese pode ser cedido ou emprestado.

A Unimed Vitória ressalta que o cartão só é válido com a apresentação do documento de identidade e que a orientação é repassada a todos os cooperados e a todas as unidades credenciadas. Esclarece ainda que, em casos de emergências, a prioridade é o atendimento ao paciente.

O plano São Bernardo também destaca que o uso da carteirinha é intransferível. Em caso de perda ou extravio, o beneficiário deve comunicar o fato imediatamente ao plano de saúde.

“O cliente deve apresentar, além da carteirinha, um documento de identidade com foto. É a recomendação dada aos associados (clínicas, consultórios e hospitais)”, diz a operadora. Para garantir a segurança dos beneficiários, o São Bernardo Saúde está fazendo um estudo que visa à implantação do sistema biométrico, com identificação por digital. (Daniella Zanotti)

Quem fornece e quem usa cartão cometem crime

O paciente que fornece seu cartão de plano de saúde a outra pessoa comete um crime. Sobre o caso registrado pelo Hospital Praia da Costa, o promotor de Justiça e professor de Direito Penal Gustavo Senna afirma que a titular do documento usado pela paciente que morreu pode ser responsabilizada criminalmente.

“Se há comprovação de que ela forneceu espontaneamente o cartão e a identidade, a morte da irmã não a livra da participação do crime”, diz. Senna explica que, se a pessoa assina algum tipo de documento no lugar da outra, fica configurado o crime de falsidade ideológica.

“A falsidade ideológica ocorre quando a pessoa insere declaração falsa em documento público ou particular. Mesmo sem assinatura, quem usou documento verdadeiro de outra pessoa pode ser penalizado por falsa identidade.”

Segundo o Código Penal, a pena prevista para crime de falsidade ideológica é a reclusão de um a cinco anos e multa se o documento é público. Se particular, cabe reclusão de um a três anos e multa. (com informações de Daniella Zanotti)
Fonte:www.gazetaonline.com.br